Finanças elogiam “abertura do PS” para discutir IRS e fiscalidade verde

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, elogiou hoje em Lisboa “a abertura do Partido Socialista” para debater com os partidos da maioria parlamentar as propostas de reforma do IRS e da fiscalidade verde. “O Governo regista com apreço a abertura do Partido Socialista para iniciar um diálogo que se espera construtivo sobre as propostas […]

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, elogiou hoje em Lisboa “a abertura do Partido Socialista” para debater com os partidos da maioria parlamentar as propostas de reforma do IRS e da fiscalidade verde.

“O Governo regista com apreço a abertura do Partido Socialista para iniciar um diálogo que se espera construtivo sobre as propostas de reforma do IRS (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares) e da fiscalidade verde”, afirmou Maria Luís Albuquerque num almoço-debate organizado pelo American Club em Lisboa.

Na semana passada, o líder parlamentar do CDS-PP revelou que o PS aceitou reunir-se com o PSD e o CDS para discutir as reformas do IRS e da fiscalidade verde e que o encontro ficou marcado para o final desta semana.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Magalhães adiantou que o convite feito ao líder parlamentar do Partido Socialista foi aceite e que Ferro Rodrigues concordou discutir com os partidos da maioria algumas das reformas estruturais, nomeadamente a reforma do IRS e a chamada fiscalidade verde.

“Podemos, neste momento, confirmar, nomeadamente após uma conversa que tivemos com o líder parlamentar do Partido Socialista, o doutor Eduardo Ferro Rodrigues, que há disponibilidade para uma reunião conjunta entre delegações do CDS, do PSD e do PS”, disse o deputado centrista.

Os líderes das bancadas do PSD, Luís Montenegro, e do CDS-PP, Nuno Magalhães, escreveram na quinta-feira ao líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, pedindo-lhe uma reunião para discutir as reformas do IRS e da chamada “fiscalidade verde”.

Na carta dirigida a Ferro Rodrigues, a que a agência Lusa teve acesso, Luís Montenegro e Nuno Magalhães defendem ser necessário “um compromisso abrangente e duradouro” sobre estas reformas fiscais.

Em causa estão duas propostas de lei do Governo de alteração ao código do IRS e das normas fiscais ambientais que deram entrada na Assembleia da República a 23 de outubro.

OJE/Lusa

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