Finlândia pronta para “lutar em caso de ataque” russo

A invasão da Ucrânia pelas forças russas levou a Finlândia e a Suécia, ambos Estados-membros da UE, a decidirem romper com uma longa política de não-alinhamento militar e a candidatar-se à NATO.

5 – Finlandia

A Finlândia está preparada defensivamente para o caso de ser atacada pelas forças militares russas, segundo o chefe das forças armadas finlandesas, General Timo Kivinen, citado pelo “The Guardian”.

“Os finlandeses estão motivados para lutar e o país construiu um arsenal substancial”, disse Kivinen numa entrevista, acrescentando que o país iria levantar uma forte resistência em caso de agressão.

Desde a Segunda Guerra Mundial, o país tem mantido um elevado nível de preparação militar.

“Desenvolvemos sistematicamente a nossa defesa militar precisamente para este tipo de guerra que aí é travada [na Ucrânia], com uma utilização maciça do poder de fogo, das forças blindadas e também das forças aéreas”, explicou.

“A Ucrânia tem sido um país difícil de mastigar [para a Rússia] e o mesmo aconteceria com a Finlândia”, disse ainda Kivinen.

A invasão da Ucrânia pelas forças russas levou a Finlândia e a Suécia, ambos Estados-membros da UE, a decidirem romper com uma longa política de não-alinhamento militar e a candidatar-se à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou o seu veto à adesão de Suécia e Finlândia, que acusa de apoiarem militantes curdos considerados terroristas pela Turquia, designadamente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), exigindo que Estocolmo e Helsínquia mudem as suas políticas.

Stoltenberg, que classificou como “legítimas” as inquietações da Turquia, o aliado que mais ataques terroristas sofreu no seu território, tem liderado esforços diplomáticos para ultrapassar este bloqueio “o mais rapidamente possível”, de modo a que Suécia e Finlândia possam tornar-se em breve membros de pleno direito da Aliança Atlântica.

O secretário-geral da NATO, que esta semana se deslocou aos dois países escandinavos, afirmou que a cimeira de Madrid nunca foi um prazo limite para uma tomada de decisão política sobre a adesão de Suécia e Finlândia, mas admitiu esperar que sejam feitos “progressos”.

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