Fintech House: a casa da inovação tecnológica em Portugal

A iniciativa de criar a Fintech House partiu da Portugal Fintech, liderada por João Freire de Andrade. Ao Jornal Económico, revelou que a ideia de criar um hub de inovação em Portugal surgiu depois de “ouvi a comunidade”. “Sentimos que fazia falta”, vincou.

Palácio das Varandas, onde fica o Fintech House

É num antigo palácio com cinco andares e 1.500 m2 no coração de Lisboa que a Fintech House vai albergar a próxima onda de inovação tecnológica que promete criar ideias e serviços disruptivos em Portugal a partir de dia 3 de dezembro.

Nascida de uma parceria entre a Portugal Fintech e o Sitio, um dos principais operadores de co-working nacionais, a Fintech House fica no antigo Palácio das Varandas, no nº 22 da Praça da Alegria, com capacidade para 170 pessoas, sejam elas empreendedores Fintech, RegTech ou cibersegurança, mas também incumbentes ou investidores.

A iniciativa de criar a Fintech House partiu da Portugal Fintech, liderada por João Freire de Andrade. Ao Jornal Económico, revelou que a ideia de criar um hub de inovação em Portugal surgiu depois de “ouvi a comunidade”. “Sentimos que fazia falta”, vincou João Freire de Andrade.

O anúncio da Fintech House foi feito esta quarta-feira durante o lançamento do “Fintech Portugal Report 2019” na sede da Feedzai, em Lisboa e tem o objetivo de “criar as melhores condições para o desenvolvimento do ecossistema de Fintech em Portugal”, lê-se no relatório.

“A Fintech House é um ponto de contacto físico para uma indústria inteira que não pára de evoluir e que tem a capacidade para crescer mais rapidamente, através de uma relação de maior proximidade entre todos os interessados”, prossegue o relatório. Trata-se de uma casa “para promover a proximidade não apenas entre as startups, mas também de todo o ecossistema, como os investidores, parceiros, consultores, escritórios de advogados, incumbentes e reguladores”.

Para João Freire de Andrade, era necessário um espaço “com mais cooperação entre todos os players” e que acelerasse a “aprendizagem das startups” e aprofundasse as relações com os reguladores.

A lotação da Fintech House está quase esgotada, havendo apenas entre 30 a 40 vagas, segundo João Freire de Andrade.

Startups em Portugal

Em que setores ocorre a disrupção digital em Portugal? Com base no feedback de 30 startups do mundo digital português, o “Fintech Portugal Report 2019” revela que a maioria das startups  são insurtech ou trabalham na área da concessão de crédito e financiamento, representando, em conjunto 34% do universo total.

De resto, estas 30 startups portuguesas já levantaram mais de 210 milhões de euros em rondas de financiamento nacionais e internacionais e já criaram mais de 1.100 postos de trabalho.

A maioria das startups analisadas (70%) têm sede em Portugal, enquanto que 30% têm sedes em dois países ou num país estrangeiro. Em Portugal, 62% situam-se em Lisboa, 19% no Porto, 10% em Braga, e 5% quer em Aveiro, quer em Alverca. Um quinto das startups têm sede na Europa, o dobro das startups com sede nos Estados Unidos.

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