Fitch prevê vendas anuais de 10 milhões de carros elétricos até 2025

Relatório “Batteries Update: Oil Demand Could Peak by 2030” refere que o ‘boom’ nos veículos elétricos é uma “ameaça crescente” à procura do petróleo.

A Fitch estima que as vendas anuais de veículos elétricos a bateria atinjam os 10 milhões até 2025 devido às mudanças tecnológicas e à maior conscientização do produto. No relatório “Batteries Update: Oil Demand Could Peak by 2030”, a agência de notação financeira refere ainda que o ‘boom’ nos veículos elétricos é uma “ameaça crescente” à procura do petróleo.

As previsões, divulgadas esta terça-feira, 20 de fevereiro, assinalam que os avanços no setor que ocorreram ao longo do ano passado colocam a meta num patamar “totalmente realizável”, após ter avaliado os objetivos dos fabricantes, as últimas políticas públicas e as constantes transformações tecnológicas.

A Fitch acredita que o setor das energias renováveis ​​vai continuar a crescer e a tornar-se cada vez mais auto sustentável. A queda nos custos das baterias, as preferências dos consumidores e as políticas ambientais são três dos fatores cruciais para esta alteração na indústria automóvel, o que terá também levado a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a rever em alta a sua previsão para o tamanho da frota de carros elétricos de 140 milhões de unidades para 250 milhões em 2040.

“Considerando um cenário em que o custo e o alcance dos veículos elétricos são comparáveis aos veículos a motor de combustão interna, os consumidores preferem conduzir os elétricos (…) e os fabricantes de automóveis vêem benefícios de custo em se concentrar num tipo de automóvel, não é irracional esperar que os stocks globais de veículos elétricos em 2040 sejam de mais de mil milhões, ou de mais de metade dos veículos na estrada”, explica a agência de rating.

Os analistas da Fitch argumentam, no mesmo documento, que a ausência de uma procura crescente de petróleo seria uma “mudança estrutural significativa” para o mercado petrolífero e poderia tornar os preços “mais voláteis e, em média, mais baixos”.

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