PremiumFlexibilidade é o mantra do BCE para o novo ano

Os bancos centrais vão começar a retirada gradual dos estímulos monetários. Se na Reserva Federal norte-americana a redução de compras do programa de compras é mais forte, no Banco Central Europeu a cautela é dominante.

O caminho passa pela retirada gradual dos estímulos monetários e isso é já adquirido, mas com a garantia para os países da moeda única de que existe “flexibilidade” caso seja necessário. No que toca aos juros, se em terras do “Uncle Sam” já se prevê que as taxas podem subir pelo menos três vezes durante 2022, na zona euro garante-se que este aumento será “muito improvável” no novo ano.

Foi aquando do anúncio do reforço do programa de compra de ativos (APP) para compensar o fim do Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP) que a presidente do Banco Central Europeu (BCE) reiterou que dada a incerteza, o banco central quer “ter o máximo de flexibilidade e de escolhas”.

 

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No entanto, Pedro Castro e Almeida deixou um alerta: “Se os juros subirem para 4%, vamos ter muito mais reestruturações”. Nesse cenário, este responsável acredita que a economia vai “arrefecer”, adiantando ainda que esse arrefecimento pode ser benéfico para Portugal.
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