Foram licenciados mais 0,9% edifícios no terceiro trimestre

O aumento traduz-se em mais 6,0 mil edifícios licenciados, mais 29,5% no segundo trimestre de 2021.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou, esta terça-feira, que no terceiro trimestre de 2021 foram licenciados mais 0,9% face ao período homologo do ano passado.

“No terceiro trimestre de 2021 foram licenciados 6,0 mil edifícios, mais 0,9% que no mesmo trimestre do ano anterior (mais 29,5% no segundo trimestre de 2021) e mais 3,1% que no terceiro trimestre de 2019”, apontou o INE.

Os edifícios licenciados em construções também aumentaram (3,8%), o que representa um crescimento de 30,2% face ao segundo trimestre do ano passado e 8,1% em comparação ao terceiro trimestre de 2019. Os edifícios concluídos também cresceram (55%), mais 7,8% que no terceiro trimestre de 2019, com um total de 3,9mil edifícios.

Do total de edifícios licenciados, 74,8% eram construções novas e destas, 78,2% destinavam-se a habitação familiar.

Por sua vez, o licenciamento para reabilitação diminuiu 6,3%, o que se traduz num decréscimo de 9,8% em relação ao terceiro trimestre de 2019. Já em relação ao segundo trimestre de 2021 registou-se um aumento de 26,3%.

Por regiões, a Região Autónoma dos Açores, o Alentejo e a Área Metropolitana de Lisboa apresentaram variações homólogas e um total de edifícios  licenciados de mais 23,0%, mais 18,0% e mais 9,7%, por esta ordem. Nas restantes regiões as variações homólogas foram negativas, com destaque para a região do Centro que obteve menos 8,4%.

Por municípios, no 3º trimestre de 2021, existiram cinco municípios com maior variação absoluta positiva face ao trimestre homólogo, representaram 28,7% do licenciamento total de fogos em obras de edificação (considerando todos os tipos de obras e todos os destinos). No seu conjunto, estes municípios
registaram um aumento de 104,3% relativamente ao ano anterior (mais 1239 fogos).

No conjunto dos cinco municípios com maior variação negativa, os fogos licenciados para edificação diminuíram 58,9% face ao trimestre homólogo (menos 502 fogos).

Numa análise mensal, o INE indicou que “registaram-se acréscimos muito significativos em março, abril e maio (mais 46,2%, mais 72,4% e mais 24,8%, respetivamente), que coincide com o período de maiores decréscimos em 2020, devido ao forte impacto da pandemia COVID-19 nesses meses, em que muitos serviços das Câmaras Municipais estiveram encerrados ou com limitações no atendimento ao público”.

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