Advocacia. Formação e personalidade determinantes na hora de contratar

Maturidade, empatia e até mesmo um bom domínio de outros idiomas são características importantes no mercado de trabalho em advocacia.

Arranjar emprego é sempre um desafio. Na hora de escolher o trabalhador a contratar as empresas priorizam alguns aspetos. Nas sociedades de advogados entrevistadas pelo Jornal Económico (JE) é dada relevância à formação, experiência profissional, fluência em diferentes idiomas e ainda às características pessoais, como maturidade e flexibilidade.

Na Uria Proença de Carvalho António Villacampa, co-sócio diretor revelou, ao JE, que procuram num bom candidato “uma adequada combinação de competências, como bons conhecimentos de Direito e de inglês, cultura geral, capacidade para trabalhar em equipa, apreço pelo trabalho bem feito, pensamento analítico, boa capacidade de comunicação e características pessoais, a maturidade, flexibilidade, perseverança, entusiasmo, capacidade de liderança e empatia”.

“Apesar da importância de ambas as vertentes, das competências e das caraterísticas pessoais, é mais fácil que o candidato adquira ao longo do tempo competências técnicas que não tem à partida (ou que não se encontram desenvolvidas na medida em que a firma pretende) do que mudar determinadas características pessoais que podem não ir ao encontro da cultura do escritório”, apontou António Villacampa.

Por sua vez, na Vieira de Almeida, Mafalda da Costa Pereira, coordenadora de Comunicação Corporativa sublinhou ao JE que: “As competências que valorizamos integram um conjunto de hard skills, com especial enfoque na formação académica, experiência profissional e fluência em diferentes idiomas.

“A especialização em matérias específicas pode ser um fator importante para a contratação em causa, seja pelo percurso académico de formação pós-graduada e outros graus, ou pela expertise desenvolvida no âmbito profissional”, assegurou Mafalda da Costa Pereira.
A coordenadora de Comunicação Corporativa da Vieira de Almeida acrescenta que a sociedade de advogados prevalece “um conjunto alargado de soft skills alinhadas com os nossos valores e cultura, bem como o fit necessário para a área de especialidade para a qualcandidata”.

 

Como se preparar para uma entrevista de trabalho numa sociedade de advogados?
“A meu ver, o propósito das nossas entrevistas é o de testar não só o raciocínio jurídico, mas e principalmente, o lado prático do candidato, bem assim como a sua inteligência emocional e sociabilidade”, explicou António Villacampa.

Assim, o co-sócio diretor da Uria Proença de Carvalho recomenda, antes de tudo, aos candidatos que acalmem “os nervos e a ansiedade”. “É importante que o candidato seja fiel a si próprio, que não tente apresentar-se como alguém que não é”, completou.

António Villacampa sugere ainda que “os candidatos façam por conhecer a firma para a qual vão ser entrevistados e estejam bem informados sobre as principais notícias da atualidade, além de tentarem aproveitar os momentos oportunos da entrevista para revelar os aspetos da sua personalidade que consideram adequados para a firma a que se estão a candidatar”.

Conhecer a sociedade de advogados para que se vai candidatar é importante e na Vieira de Almeida concordam com esta posição.
“Para preparação de uma entrevista é essencial conhecer a sociedade para a qual se vai candidatar, realizando trabalho de research sobre a mesma. Esse aprofundamento é importante e deve ficar refletido na entrevista”, destacou Mafalda da Costa Pereira.

Além do conhecimento sobre a empresa, a coordenadora de Comunicação Corporativa da Vieira de Almeida enalteceu a importância de “ser genuíno e honesto, respondendo de forma direta, segura e sucinta às questões colocadas”.

“Os candidatos devem demonstram especial interesse sobre o lugar a que se candidata, e preparar-se para colocar questões específicas e pertinentes sobre a mesma”, defende Mafalda da Costa Pereira.

 

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