Fornecedores da Airbus e Boeing vão trazer empresas para Évora

O cluster da aeronáutica, impulsionado pelos investimentos dos brasileiros da Embraer, está a criar uma “revolução” em Évora. Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal, fala de novas negociações com fornecedores de componentes da Airbus e da Boeing.   Há três ou quatro novos contratos no setor da aeronáutica que a edilidade de Évora […]


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

O cluster da aeronáutica, impulsionado pelos investimentos dos brasileiros da Embraer, está a criar uma “revolução” em Évora. Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal, fala de novas negociações com fornecedores de componentes da Airbus e da Boeing.

 

Há três ou quatro novos contratos no setor da aeronáutica que a edilidade de Évora tem firmado e que brevemente serão anunciados, disse o presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, à margem do evento de inauguração do Hotel Vila Galé Évora. A cidade está a atrair uma nova população, bastante mais qualificada e a capacitar a população existente. Os investimentos industriais estão a gerar interesse pelos serviços e a Capgemini é a consultora que está a dinamizar o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, numa colaboração com a Universidade.

O cluster que Évora está a criar na indústria aeronáutica é uma revolução em toda a região?
Este cluster não é apenas de uma grande região, é nacional. Está concentrado aqui e queremos ampliá-lo significativamente. Está a dar os primeiros passos. Os próximos anos serão anos de grande crescimento a este nível. O cluster de aeronáutica tem uma grande vantagem: é uma indústria de futuro, não apenas no curto prazo, mas no longo prazo. Estão a ser construídas hoje as novas formas que dentro de 20 anos teremos para voar. É um tipo de indústria que é obrigada a olhar a prazo e até num plano estratégico. É isto que precisamos e por isso a aposta em Évora é fundamental, importantíssima para a cidade e para o Alentejo.

O que é que a Embraer já fez em Évora?
Tem duas fábricas e acabou de anunciar a criação de um Centro de Investigação e Desenvolvimento, com 20 novos engenheiros e que é uma alteração qualitativa de funcionamento da Embraer. Significa que a empresa tem intenção de se manter em Évora, pois as fábricas são fáceis de deslocalizar, e esperamos dentro de muito pouco tempo o anúncio de um terceiro grande investimento da empresa em Évora, com vista à produção de novos componentes para a indústria aeronáutica. A companhia está a seguir o plano que está acordado. Tem atualmente 280 postos de trabalho e continua a crescer. Neste momento estamos a negociar com mais de uma dezena de empresas para se instalarem em Évora, de grande mas também de pequena e média dimensão.

Dentro da mesma área? Como fornecedores das grandes companhias?
Estamos a falar da aeronáutica, fornecedores da Embraer, mas não apenas, também fornecedores da Airbus e da Boeing. Estamos a procurar trazer para cá essas empresas, que podem sustentar o cluster aeronáutico.

E investimento global?
É cedo para falar. Há um conjunto de decisões que estão avançadas e praticamente tomadas, mas não gosto de fazer anúncios prévios. Precisamos de ter os pés assentes no chão e corresponder àquilo que são as expetativas das empresas. Neste momento temos três ou quatro contratos firmados e que a curto prazo serão anunciados.

Com estes investimentos Évora está a atrair população mais qualificada. Isso é tema relevante na demografia da região?
Com este cluster teremos capacidade para atrair nova população. O Alentejo está a perder sete pessoas diariamente, embora a situação em Évora não seja tão grave, e este (investimento na aeronáutica) é um dos pontos que pode travar essa queda. Estamos a ganhar população qualificada e com capacidade para qualificar população que cá temos. Um dos investimentos que está a ser feito em outra zona, que é o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, envolve a Capgemini, uma empresa de consultadoria internacional, que aqui terá 150 técnicos qualificados. Este trabalho resulta de uma colaboração muito intensa entre a Universidade e o Fundo de Desemprego. O objetivo é poder responder a essas ofertas da Capgemini e para o qual e, por enquanto, não temos capacidade. Estamos a responder e a formar técnicos a este nível, estamos a qualificar população.

Em Évora o custo da habitação é elevado. Significa que há escassez de habitação. Há planos para a expansão da cidade em termos de imobiliário?
Os problemas imobiliários que temos não passam pela expansão da cidade. Passam sobretudo pela recuperação do que temos, em particular do centro histórico. O problema do mercado é um problema que é mais vasto, não está apenas ligado à oferta e à procura. Tem a ver com o tipo de propriedade que temos em Évora, com um conjunto de condicionantes do próprio mercado imobiliário em Évora, com um conjunto de condicionantes do próprio mercado imobiliário em Évora. Hoje temos capacidade para responder à procura de habitação em Évora. Não é falta de habitação, o problema está nos preços, mas por outra via. Estamos a tentar compreender o problema e depois ver a forma que temos de atuar. É naturalmente uma capacidade limitada. Não é problema de mercado “tout court”, mas é algo mais profundo e que estamos a tentar resolver.

Há ainda o tema das comunicações. Évora não terá comboio de alta velocidade, precisa de ligação a Sines e não tem aeroporto. O que é necessário?
Temos boas comunicações em termos rodoviários, mas precisamos do IC 33 para ligar Sines, Évora, Badajoz, que não está em execução. Precisamos ainda de uma ligação ferroviária Sines-Badajoz que passe por Évora. O TGV não é prioritário para resolver a questão das comunicações. O aeroporto não é uma grande preocupação. Estamos a hora e meia do aeroporto de Lisboa e temos um aeródromo em Évora. A ligação ao aeroporto de Beja faz sentido se se conseguir resolver os problemas locais. Mas, repito, não temos um problema de comunicações em Évora, temos boas ligações rodoviárias e ferroviárias a Lisboa. Estamos suficientemente afastados e suficientemente perto para sermos uma ótima localização.

Estamos num evento ligado ao turismo. O que é que a indústria represente para a região?
Representa uma das grandes áreas de emprego e de crescimento económico para Évora. Aliás, esta é uma das áreas com maior potencial de criação de emprego. O que temos dito sempre é que o tema não pode ser visto isolado de outras indústrias. Apostamos numa diversificação e expansão integrada da base económica, em que o turismo tem um papel fundamental, mas não único. Tem que se ligar a outras áreas económicas, nomeadamente à área produtiva, como é a questão da cultura e do património. É muito importante para nós, mas não a única área.

 

Vítor Norinha

Recomendadas

EDP compra plataforma de desenvolvimento solar na Alemanha por 250 milhões de euros

A empresa destaca que a operação agora oficializada permite ao grupo português entrar na Alemanha e nos Países Baixos, dois países que beneficiam de ambiciosas metas no sector das renováveis, “dado o aumento da importância dada à segurança da entrega de energia e à sua independência”.

Governo enaltece sucesso de empresas portuguesas de construção no mercado dos EUA

Em declarações à Lusa no Seminário Anual da Rede de Empreendedores da Construção (CENSE, na sigla em inglês), na cidade norte-americana de Newark, o secretário de Estado da Internacionalização saudou a presença de dezenas de empresas luso-americanas no evento, realçando que muitas viajaram de propósito de Portugal para ali explorarem oportunidades de negócio.

Alemanha reitera apoio a gasoduto nos Pirinéus e diz que França não excluiu projeto (com áudio)

O chanceler alemão destacou que este projeto tem uma perspetiva de longo prazo e que, para além do transporte de gás no imediato, servirá para fornecer outras energias, como hidrogénio, no futuro.