Fórum Macau pode ter papel reforçado na formação de recursos humanos timorenses

O Fórum Macau pode ter um papel reforçado na capacitação de recursos humanos de Timor-Leste, e de plataforma para divulgar, de parte a parte, oportunidades de negócios e de investimento, disse hoje a responsável da instituição.

O Fórum Macau pode ter um papel reforçado na capacitação de recursos humanos de Timor-Leste, e de plataforma para divulgar, de parte a parte, oportunidades de negócios e de investimento, disse hoje a responsável da instituição.

Xu Yingzhen, que falava à agência Lusa no final de uma visita a Díli, disse que a questão dos recursos humanos foi um dos aspetos dominantes nos encontros com os responsáveis timorenses, incluindo o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, com quem a delegação do Fórum Macau se reuniu nos últimos dias.

“Todos mencionaram esta questão da capacitação de recursos humanos”, disse a secretária-geral, lembrando que o Fórum organiza, através do centro de formação, cinco colóquios por ano para “dar oportunidades de capacitação aos talentos dos países de língua portuguesa”.

Em concreto, aquele centro já organizou 41 colóquios por onde passaram mais de mil pessoas provenientes dos oito países lusófonos, entre as quais 120 de Timor-Leste.

“Nos próximos anos vamos continuar a organizar este tipo de colóquios para dar melhor apoio à capacitação de talentos e recursos humanos”, garantiu Xu.

A visita desta delegação a Timor-Leste decorreu no âmbito das deslocações que o Secretariado Permanente da instituição realizou este ano a todos os Estados-membros do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Uma viagem “muito importante” que vai de encontro à motivação para o estabelecimento do próprio fórum, nomeadamente a vontade de “intensificar ainda mais as relações de cooperação económica e comercial” entre a China e os países lusófonos, explicou a responsável.

Esta visita, a primeira em cinco anos, mostrou que ainda há desconhecimento das oportunidades em Timor-Leste e do papel que o Fórum e Macau podem ter como “plataforma para ajudar à cooperação”, adiantou.

Xu destacou as ligações históricas e culturais de Macau com os países lusófonos, bem como a presença de comunidades de chineses e de pessoas oriundas da região administrativa especial chinesa e da comunidade de timorenses em Macau.

“Pensamos que são vantagens que temos que aproveitar bem. Macau pode desempenhar um papel ainda mais importante”, considerou.

Além do encontro com o primeiro-ministro timorense, a delegação reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dionísio Babo, com o ministro da Defesa, Filomeno Paixão, e com o ministro das Obras Públicas, Salvador Pires.

O primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, aproveitou o encontro para dar a conhecer a situação política e económica de Timor-Leste e os esforços para “responder aos desafios” que o país enfrenta para melhorar as condições de vida da população.

“A maior tarefa é elevar o nível de vida do povo. Para isso, o enfoque mais importante é nos setores da energia, construção infraestrutural e inovação. Três campos que no marco do Fórum podemos trabalhar”, destacou.

Durante o encontro, as duas partes analisaram ainda aspetos como a situação do comércio eletrónico, o Centro de Intercâmbio de Inovação e Empreendedorismo para Jovens da China e dos Países de Língua Portuguesa e o Centro de Distribuição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa.

O encontro contou ainda com a presença do secretário-geral adjunto, Rodrigo Brum, do conselheiro económico e comercial da Embaixada da China em Timor-Leste, Liu Zhenhua, e do delegado no Fórum de Timor-Leste, Danilo Henriques, entre outros.

Na ocasião, Xu Yingzhen convidou o chefe do Governo timorense a liderar a delegação do país à 6.ª Conferência Ministerial do Fórum, prevista para 2020, em Macau.

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