França a crescer em Portugal

Escassas duas semanas depois de termos celebrado os 200 anos da primeira Constituição portuguesa, assinada em 23 de setembro de 1822, é forçoso reconhecer que o liberalismo português que lhe deu origem se inspirou nas melhores ideias saídas da Revolução Francesa, por sua vez impregnada do Iluminismo de Voltaire, Montesquieu e Rousseau.

Escassas duas semanas depois de termos celebrado os 200 anos da primeira Constituição portuguesa, assinada em 23 de setembro de 1822, é forçoso reconhecer que o liberalismo português que lhe deu origem se inspirou nas melhores ideias saídas da Revolução Francesa, por sua vez impregnada do Iluminismo de Voltaire, Montesquieu e Rousseau.

Assim foi também na Justiça, em alguns segmentos da organização do Estado e das Forças Armadas e, como não o referir, na Cultura. Historicamente, Portugal bebeu muito das ideias exportadas por França e isso contribuiu, em boa medida, para o país que temos hoje.
Em 2022, o diálogo é outro. Oinvestimento direto líquido de França em Portugal cresceu 646% entre 2016 e 2020 (ano em que atingiu os 1.953 milhões de euros, mais do dobro do valor atingido no ano anterior). E em 2021, França tornou-se mesmo o segundo maior investidor estrangeiro em Portugal (a seguir a Espanha), com as suas empresas em território português a representar mais de 30 mil postos de trabalho.

Airbus, Air Liquide, Faurecia, Stellantis, Sodexo, Thalès, Natixis, BNP Paribas, Credit Agricole, Pierre Fabre, Altice, CapGemini, Teleperformance, SAUR ou CEGOS são apenas algumas das muitas marcas francesas que prosperam e beneficiam do ambiente de negócios em Portugal.

O caminho inverso também se faz e não é negligenciável o trabalho que o talento português tem desenvolvido em França, onde – diz a embaixadora francesa em Lisboa – existe um “mercado natural” para as exportações nacionais.

Os troféus da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF)são o reconhecimento deste contexto e das histórias de sucesso que lhe dão corpo todos os anos.

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