França atinge recorde de 100 mil infeções em 24 horas e introduz novas restrições

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse que a pandemia parece “um filme sem fim”, ao revelar as novas medidas numa conferência de imprensa. Já o ministro da saúde, Olivier Véran, disse que as infeções iriam duplicar a cada dois dias, alertando para uma “mega onda” de novos casos.

Gonzalo Fuentes/Reuters

França registou 100 mil novas infeções este fim de semana, um recorde absoluto desde o início da pandemia, o que levou o governo a introduzir novas medidas restritivas para tentar conter a vaga de Ómicron que assola neste momento o país, segundo a “BBC”.

A partir de 3 de janeiro, o teletrabalho passará a ser obrigatório para quem puder e as reuniões públicas serão limitadas a duas mil pessoas para eventos indoor. Ainda assim, Paris decidiu não avançar com medidas mais severas para a passagem de ano.

Praticamente todos os países da Europa estão a introduzir restrições à medida que as infeções aumentam e a nova variante da Ómicron se espalha pelo continente.

Estudos sugerem que a nova variante é menos severa do que a Delta, com uma probabilidade entre 30% a 70% menor de pessoas infetadas acabarem no hospital. No entanto, permanecem os receios de que com o aumentar das infeções os hospitais fiquem sobrecarregados.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse que a pandemia parece “um filme sem fim”, ao revelar as novas medidas numa conferência de imprensa. Já o ministro da saúde, Olivier Véran, disse que as infeções iriam duplicar a cada dois dias, alertando para uma “mega onda” de novos casos.

As novas regras também incluem limites para reuniões públicas ao ar livre, que serão limitadas a cinco mil pessoas, a que se junta a proibição de comer e beber em transportes públicos de longa distância.

As discotecas permanecerão encerradas até ao ano novo, com os cafés e bares apenas autorizados a funcionarem com serviço de mesa. Os trabalhadores que exerçam a sua profissão a partir de casa deverão fazê-lo pelo menos três dias por semana. O uso de máscara volta a ser obrigatório nos centros das cidades.

O governo também está a reduzir o tempo entre as doses de reforço de três para quatro meses após a última vacinação.

A aprovação do certificado da vacina planeado por França, que exigirá prova de vacinação, não apenas um teste negativo, para entrar em espaços públicos, entrará em vigor a partir de 15 de janeiro, se o parlamento aprovar o projeto de lei.

Mas Jean Castex não introduziu um confinamento total ou recolher obrigatório na véspera de Ano Novo. As escolas também serão reabertas conforme planeado a 3 de janeiro.

De acordo com as autoridades de saúde do país, França tem atualmente uma média de mais de 70 mil novas infeções diárias.

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