França defende diálogo direto UE-Rússia sobre arquitetura da segurança na Europa

A França defende um diálogo direto entre a União Europeia e a Rússia sobre a arquitetura da segurança na Europa, disse hoje o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune.

A França defende um diálogo direto entre a União Europeia e a Rússia sobre a arquitetura da segurança na Europa, disse hoje o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune.

É necessário que “tenhamos, como União Europeia (…) propostas, um diálogo organizado e regular com a Rússia, ao mesmo tempo que nos mantemos firme”, disse a vários órgãos de comunicação social este membro do Governo de França, país que detém este semestre a presidência do Conselho da União Europeia.

Na visão de Clément Baume, o Presidente russo, Vladimir Putin, favorece o diálogo com os Estados Unidos porque “recorda os tempos da Guerra Fria e o choque de superpotências” e também porque isso lhe permite, potencialmente, “dividir” os europeus.

“O que temos de fazer é manter-nos unidos como ocidentais, estar presentes como europeus. A União Europeia está a fazer o suficiente? Provavelmente não”, disse o secretário de Estado.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, já tinha, num discurso no Parlamento Europeu, pedido um diálogo entre a UE e a Rússia sobre “uma nova ordem de segurança na Europa”.

“Temos de a construir entre europeus, depois partilhá-la com os nossos aliados no quadro da NATO e depois a propormos em negociações com a Rússia”, disse Macron.

Clément Beaune referiu que num futuro imediato, Paris e Berlim estão a tentar “reativar” a sua mediação entre a Rússia e a Ucrânia no chamado formato “Normandia”, evocando, sem mais detalhes, “iniciativas” e um novo encontro entre Emmanuel Macron e Vladimir Putin nos “próximos dias”.

Clément Beaune também considerou “insensato” falar de “barulhos de botas” de tropas russas na Ucrânia, quando o canal diplomático não está esgotado.

As tensões entre Moscovo e Washington sobre a Ucrânia estão a um nível muito elevado, devido à concentração de cerca de 100.000 tropas russas na fronteira com o país vizinho com o intuito, segundo a Europa e os Estados Unidos, de um ataque, intenção que a Rússia nega ter.

Norte-americanos e russos concordaram em prosseguir na próxima semana as difíceis conversações que começaram a 10 de janeiro em Genebra.

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