França vai assumir 100% do controle da empresa de energia EDF

A decisão, anunciada em sessão no Parlamento, acontece num momento em que as tarifas de eletricidade não páram de subir, situação agravada com a guerra na Ucrânia. O Estado retira assim de bolsa a EDF.

O governo da França decidiu assumir 100% do controle da empresa de energia Électricité de France (EDF), disse a primeira-ministra do país, Elisabeth Borne nesta quarta-feira.

A decisão, anunciada em sessão no Parlamento, acontece num momento em que as tarifas de eletricidade não páram de subir, situação agravada com a guerra na Ucrânia.

“A emergência climática exige decisões fortes e radicais. Precisamos ter o controlo total da produção e do nosso futuro energético. Devemos garantir a nossa soberania diante das consequências da guerra e dos desafios colossais à frente”, disse a primeira-ministra citada pela Bloomberg.

“Por isso, confirmo hoje, a intenção do Estado de deter 100% do capital da EDF”, conclui.

O Estado francês detém já 84% do capital da EDF, mas a decisão do governo de França indica uma mudança na estratégia para o setor, algo que já havia sido sinalizado pelo presidente Emmanuel Macron durante a campanha por sua reeleição, em março.

A EDF, além de endividada, enfrenta derrapagens orçamentais nas novas centrais nucleares em França e no Reino Unido, assim como problemas de corrosão em alguns dos antigos reatores envelhecidos.

As ações da EDF dispararam em bolsa hoje ao subirem 14,53%.

Recomendadas

Misericórdia contrata grupo Gabriel Couto para empreitada de 7,5 milhões

Reabilitação e construção de um empreendimento imobiliário no centro de Lisboa vai permitir a oferta de 32 novos apartamentos de tipologias diversas.

Media Capital passa de prejuízo a lucro de 40,7 milhões no primeiro semestre

A Media Capital passou de prejuízos de 8,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2021 a lucros de 40,7 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, anunciou esta quinta-feira a dona da TVI.

Sector das TI pode ganhar 100 mil milhões com as empresas de média dimensão europeias

Hendrik Willenbruch, sócio da Oliver Wyman, diz que as organizações “recorrem cada vez mais a fornecedores externos, especialmente as médias empresas, que consideram mais difícil atrair talento num ambiente de escassez geral de especialistas em recursos” tecnológicos.
Comentários