Francesa Vinci Airports vai comprar Gatwick por 3,2 mil milhões de euros

O grupo, ‘dono’ da ANA – Aeroportos de Portugal, passará a ter uma participação maioritária de 50,01%.

O fundo de investimento norte-americano Global Infrastructure Partners (GIP) e a Vinci Airports chegaram a acordo para a venda de uma participação maioritária de 50,01% do grupo francês no aeroporto de Gatwick por 2,9 mil milhões de libras (cerca de 3,2 mil milhões de euros).

A empresa ‘dona’ da ANA – Aeroportos de Portugal irá adquirir o segundo maior aeroporto do Reino Unido, que foi comprado por um consórcio liderado pelo GIP em 2009 e que, na semana passada, teve de fechar as pistas devido a dois drones que estavam a sobrevoar aquele espaço aéreo. Segundo um comunicado oficial divulgado esta quinta-feira, a operação deverá estar concluída no primeiro semestre de 2019.

Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Airports, disse que, ao criar “sinergias” e ao partilhar “as melhores práticas”, toda a rede irá beneficiar da “excelência operacional” do aeroporto britânico. “Como novo parceiro industrial de Gatwick, a Vinci Airports apoiará e incentivará o crescimento do tráfego, a eficiência operacional e alavancará sua expertise internacional no desenvolvimento de atividades comerciais para melhorar ainda mais a satisfação e a experiência dos passageiros”, assegurou o CEO da Vinci Concessions.

A Vinci tem uma rede de 46 aeroportos, incluindo os de Lisboa, Porto e Funchal, o de Lyon-Saint-Exupéry, Nantes Atlantique, Grenoble Alpes Isère e os japoneses Osaka Itami e Kansai International. No final de outubro, esta rede anunciou ter movimentado mais de 180 milhões de passageiros pela primeira vez num período de 12 meses. Na Europa, os aeroportos portugueses registaram a melhor temporada de verão de sempre, com 17,3 milhões de passageiros movimentados entre julho e setembro.

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Desde 2018 que o grupo tem uma forte estratégia de M&A. “Esta aquisição é mais um passo na nossa estratégia de crescimento, materializada também na criação de centros de competência em Portugal, como é o caso de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Beja”, afirmou o CEO da Innowave, Tiago Gonçalves.
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