“Fridays for future”: movimento pela ação climática com manifestações por todo o mundo

Em Lisboa, a “greve climática estudantil” exige uma “transição justa”. Por todo o globo, os movimentos que pedem uma economia mais verde estão a juntar milhares de pessoas, sob motes como “people not profit” (as pessoas, não o lucro).

Manifestação pela ação climática em Itália. Imagem: Twitter

Sob lemas como “fridays for future” (sextas-feiras pelo futuro), ou “people not profit” (as pessoas, não o lucro), manifestações em defesa da transição climática estão a ter lugar esta sexta-feira, 23 de setembro, um pouco por todo mundo. Do Quénia à Alemanha, do Japão à Antártida, passando por Portugal, são muitas as manifestações que estão decorrer nos mais variados países, em prol da “justiça climática”.

O objetivo dos protestos passa por lançar um alerta para os efeitos das alterações climáticas, pedindo ação por parte dos governos, com o propósito de defender o planeta. O movimento foi criado pela ativista Greta Thunberg que, em 2018, começou a manifestar-se sozinha, diante do parlamento sueco.

Vídeos e fotografias provenientes de inúmeras manifestações estão espalhadas pelas redes sociais, onde é visível que são muitas as pessoas que aderiram à causa.

Por cá, o movimento “Greve Climática Estudantil” juntou-se e pede o fim da exploração dos combustíveis fósseis, através de uma “transição justa”, sob o mote “vamos lutar pelo nosso futuro”. Pelas redes sociais, já existem imagens da manifestação, que está a decorrer em Lisboa, como é o caso deste vídeo.

“O que estamos a enfrentar é a possibilidade de um colapso civilizacional se não fizermos nada e não mudarmos drasticamente”, sublinhou Teresa Núncio, porta-voz da manifestação estudantil, uma iniciativa de greve às aulas em prol do clima e pelo fim do uso de combustíveis fósseis.

 

 

Na Alemanha, uma porta-voz de um grupo de manifestantes disse que “estamos em greve em todo o mundo porque os governos no poder continuam a fazer muito pouco pela justiça climática”.

“Pessoas em todo o mundo estão a sofrer com esta crise e vai piorar se não agirmos a tempo”, afirmou Darya Sotoodeh.

Ainda de acordo com a Lusa, milhares de pessoas concentraram-se em Berlim para apelar ao Governo alemão que estabeleça um fundo de 100 mil milhões de euros para combater as alterações climáticas.

 

 

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