FTX deve três mil milhões aos 50 principais credores

A FTX deve cerca de três mil milhões de euros aos seus 50 principais setores, de acordo com o pedido de falência. O colapso desta plataforma é um dos mais significativos, no mundo das criptomoedas.

Kacper Pempel/Reuters

A FTX deve cerca de 3,1 mil milhões de dólares (cerca de três mil milhões de euros) aos 50 principais credores, avança este domingo a Reuters. De notar que esta plataforma de criptomoedas está em processo de falência, segundo foi anunciado há duas semanas.

De acordo com a referida agência de notícias, a FTX deve cerca de 1,45 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) aos seus dez principais credores e cerca de 3,1 mil milhões de euros aos seus 50 principais credores. Esta informação consta do pedido de falência, não tendo sido ainda indicados, contudo, os nomes dos credores em questão.

Convém explicar que esta plataforma de criptomoedas anunciou a falência nos Estados Unidos a 11 novembro, altura em que o seu fundador e presidente executivo, Sam Bankman-Fried, também se demitiu.

Este é, aliás, um dos maiores colapsos, no mundo das criptomedas. Estima-se mesmo que cerca de um milhão de clientes e outros investidores poderão sair prejudicados deste processo, com perdas em torno de mil milhões de dólares.

A FTX anunciou no sábado que está agora a avaliar de forma estratégica os seus ativos e a preparar a venda e reorganizar do seu negócio.

De notar que esta empresa chegou a estar avaliada em 32 mil milhões de dólares, mas acabou por falir devido a falta de liquidez. A FTX considerou a declaração de falência como a medida adequada para gerir os ativos da empresa e proteger os interesses dos seus acionistas.

Recomendadas

CEO da EDP diz que Portugal tem sido “exemplo de estabilidade” nos preços para as famílias (com áudio)

Em declarações aos jornalistas durante uma visita a um parque solar flutuante em Singapura, o CEO da EDP disse que a evolução dos preços em Portugal, incluindo um aumento médio de cerca de 3% do valor global da fatura de eletricidade dos clientes residenciais da EDP Comercial a partir de janeiro, “é uma coisa perfeitamente estável face ao enquadramento que existe”.
Pedro Saraiva, Vice-reitor da Universidade NOVA de Lisboa

Produtividade aumentará se as empresas interagirem mais com as universidades, diz vice-reitor da NOVA

Pedro Saraiva diz que muitas empresas até produzem já com um grau razoável de inovação, mas menos de 10% o faz em parceria com universidades. E essa é a grande lacuna, que quando ultrapassada contribuirá significativamente para resolver o problema da produtividade.

Emissão obrigacionista da Sonangol é “bem vinda” para a bolsa angolana

Segundo o responsável do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Bodiva, Nivaldo Matias, a iniciativa da Sonangol ainda não foi dada a conhecer formalmente à instituição, contudo, a decisão da petrolífera é “bem-vinda”.
Comentários