Funchal: Coligação Confiança insiste na prevenção de incêndios depois de proposta chumbada

“Com este chumbo, fica demonstrado que a maioria PSD/CDS abandona os funchalenses com carências socioeconómicas à sua sorte, em prejuízo da segurança da cidade”, salientou a vereadora Cláudia Dias Ferreira.

A vereação da Coligação Confiança na Câmara Municipal do Funchal (CMF) viu esta quinta-feira, em Reunião de Câmara, a sua proposta para promover a proteção contra riscos de incêndios ser chumbada pela maioria PSD/CDS.

A proposta inviabilizada pelo atual executivo, previa não só o apoio a famílias carenciadas para possibilitar a limpeza de terrenos na cidade do Funchal, mas também o lançamento de uma campanha de sensibilização nos órgãos de comunicação social, alertando para a necessidade de limpeza de terrenos e os perigos para a comunidade que lhe estão associados e a criação de equipas conjuntas de Proteção Civil Municipal e da Fiscalização do Ambiente, para a sensibilização de riscos de incêndio junto dos proprietários.

“Estamos conscientes da importância para toda a comunidade da limpeza dos terrenos, quer no que diz respeito ao controlo de pragas animais, quer na redução do risco de incêndios cujos danos e consequências para habitações e famílias ainda se encontram bem presentes na memória de todos os funchalenses”, refere a vereadora Cláudia Dias Ferreira, reconhecendo que “muitas famílias não têm condições económicas para suportar os custos inerentes a estes trabalhos, pelo que nestes casos, deveria competir à CMF encontrar soluções que minimizem os riscos”.

“Com este chumbo, fica demonstrado que a maioria PSD/CDS abandona os funchalenses com carências socioeconómicas à sua sorte, em prejuízo da segurança da cidade”, salientou a vereadora.

Os restantes pontos da ordem de trabalhos foram aprovados por unanimidade. Relativamente às questões trazidas pelos munícipes na parte pública da reunião, os vereadores da Coligação Confiança frisam que “revelam a notória incapacidade do atual executivo em solucionar os problemas de ruído na Zona Velha do Funchal, bem como a morosidade dos processos de licenciamento municipais”.

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