Funchal: Coligação Confiança repudia desinteresse do PSD na poupança energética

Cláudia Dias Ferreira destacou “que a fatura da energia que mensalmente todos os funchalenses pagam comporta também os gastos energéticos municipais. Quando muitos já cortam nas despesas essenciais de supermercado e farmácia, exige-se à Câmara Municipal do Funchal que cumpra com a sua parte, reduzindo o desperdício”.

A equipa da Confiança, após a reunião de Câmara da passada quinta-feira, lamentou mais um chumbo da maioria PSD que governa o Funchal às propostas apresentadas. Desta vez a proposta apresentada pretendia a implementação do Plano Municipal de Poupança de Energia 2022-2023 e do Plano Diretor Municipal de Iluminação Pública.

A moção visava um conjunto abrangente de medidas de incremento de poupança e eficiência do município ao nível dos recursos energéticos e hídricos, entre as quais se destacam: desligar as iluminações exteriores nos edifícios públicos às 24h, investir na implementação de sistemas de valorização energética em edifícios da autarquia e Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC), investir em sistema de aquecimento de água nos pavilhões e recintos desportivos, da autarquia, como o caso dos campos de São Martinho e de São Gonçalo, otimizar sistemas de rega de espaços verdes municipais, cooperar com a Empresa de Eletricidade da Madeira, com vista à introdução de forma mais célere dos LEDs enquanto solução de poupança energética nos equipamentos de iluminação pública.

“Tendo em consideração, o cenário económico atual com o aumento muito significativo da inflação e dos preços da energia seria fundamental que o Município detivesse uma política integrada de poupança energética e não se confinasse apenas a pequenos instrumentos de gestão avulsa”, afirmou a Vereadora Cláudia Dias Ferreira.

Cláudia Dias Ferreira destacou ainda “que a fatura da energia que mensalmente todos os funchalenses pagam comporta também os gastos energéticos municipais. Quando muitos já cortam nas despesas essenciais de supermercado e farmácia, exige-se à Câmara Municipal do Funchal que cumpra com a sua parte, reduzindo o desperdício”.

No que se refere aos outros pontos da ordem de trabalhos, a Confiança ressalva as propostas de revisão de diversos regulamentos municipais, nos quais se destaca a revisão do Regulamento de Acesso a Bolsas de Estudantes do Ensino Superior, para o qual a Confiança propôs um incremento de 10% nas bolsas atribuídas aos escalões mais baixos do IRS.

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