Fundações e energéticas apoiam criação de ventilador pulmonar português

EDP, REN e fundações Calouste Gulbenkian e La Caixa/BPI vão auxiliar o desenvolvimento deste equipamento, que está a ser criado no centro CEiiA.

Já são conhecidas as quatro primeiras entidades a apoiar o protótipo de ventilador pulmonar que está a ser desenvolvido por engenheiros portugueses do centro CEiiA. As empresas EDP – Energias de Portugal e a REN – Redes Energéticas Nacionais e as fundações Calouste Gulbenkian e La Caixa/BPI vão dar a mão ao chamado projeto “Atena”, que pretende responder à emergência causada pela doença Covid-19.

O CEiiA, um dos maiores investidores em I&D do país, considera que este auxílio é decisivo para que os hospitais nacionais consigam ter, no próximo mês de maio, 100 unidades do modelo de ventilador mecânico invasivo. O equipamento está a ser desenvolvido por engenheiros, intensivistas, pneumologistas, anestesistas e internistas de unidades hospitalares públicos e privadas do norte e sul, em parceria com a Escola de Medicina da Universidade do Minho. A missão é salvar a vida de quem entra em falência respiratória aguda.

“Temos consciência de que se trata de uma meta ambiciosa mas temos um desafio maior pela frente, o valor da vida, e para isso é necessário que existam nos hospitais os ventiladores necessários para que não seja necessário fazer escolhas em função da idade”, afirma José Rui Felizardo, CEO do CEiiA.

A comunidade médica exige que a ferramenta seja de fácil, segura e intuitiva utilização, e movimentação, bem como simples de limpar e descontaminar. Em termos técnicos, deve garantir o seu funcionamento contínuo sem falhas por um período mínimo de 15 dias, 24 horas por dia, e ser compatível com outros componentes médicos, segundo a informação divulgada pelo centro localizado em Matosinhos.

“Estão a fazer um esforço ativo para nos ajudarem a enfrentar esta pandemia. E estão a demonstrar que ainda bem que investimos na formação e no desenvolvimento tecnológico e científico porque nestes momentos críticos essa capacidade e esse conhecimento têm múltiplas aplicações”, disse recentemente o primeiro-ministro, António Costa, aquando de uma visita a este centro de engenharia e excelência.

Recomendadas

Galp dispara mais de 2,5% depois de Andy Brown anunciar saída

O gestor britânico vai sair menos de dois anos depois de ter chegado à empresa para substituir Carlos Gomes da Silva que saiu antes do final do mandato.

Califórnia recebe eventos para americanos interessados em viver em Portugal

“O alvo é quem está interessado em mudar-se para Portugal para viver”, disse à Lusa Bruce Hawker, CEO da Open Media. “Desde uma pessoa que está prestes a reformar-se ao nómada digital que quer ir trabalhar remotamente, a alguém que esteja interessado em criar uma startup em Portugal ou famílias com crianças”, indicou o responsável. 

Andy Brown deixa presidência executiva da Galp no final do ano

Andy Brown destacou, citado na nota, que aceitou “com grande honra o convite para completar o mandato 2019-2022 com o objetivo de preparar a companhia para um futuro de sucesso em tempos de grandes desafios para o sector”.
Comentários