Fusão torna Fiat/PSA no quarto maior fabricante automóvel a nível mundial

As duas empresas vão encaixar receitas na ordem de 170 mil milhões de euros por ano, com um lucro operacional de 11 mil milhões de euros

Foi anunciada esta quarta-feira, 18 de dezembro, uma das maiores fusões automóveis globais. O grupo Fiat Chrysler, que voltou a ganhar notoriedade com o regresso do famoso Fiat 500, uniu-se oficialmente ao grupo PSA Peugeot, liderado pelo português Carlos Tavares.

Com a união francesa e italo-americana, o grupo torna-se o quarto maior fabricante automóvel a nível mundial. Apesar da fusão já ser conhecida há alguns meses, esta apenas se tornou oficial esta quarta-feira, com um valor de mercado a ascender a 46 mil milhões de euros.

Após anunciarem o acordo, confirma-se que o novo gigante automóvel vai ser liderado por Carlos Tavares, do grupo Peugeot, e que o presidente do Conselho de Administração vai ser John Elkman, da Fiat Chrysler Automobiles. A gestão será realizada pelos dois fabricantes, que detém metades iguais do novo negócio.

Assim, a gestão prevê que o acordo seja finalizado num prazo entre 12 a 15 meses, e que as duas empresas distribuam dividendos avaliados em 1,1 mil milhões de euros no próximo ano. Sabe-se que a sede deste novo grupo se vai localizar na Holanda, embora a gigante pretenda continuar a marcar presença nos mercados que já domina, como França, Itália e Estados Unidos.

Um das maiores preocupações dos trabalhadores da fábrica PSA Vauxhall era o encerramento de postos de trabalho, uma vez que a empresa tinha anunciado uma redução de custos na ordem dos 3,7 mil milhões de euros, aquando da fusão automóvel. Esta notícia descansou os mais de mil colaboradores da fábrica de Ellesmere Port.

Com um dos maiores valores de mercado no mundo automóvel, e com base nas vendas de 2018, as duas empresas vão encaixar receitas na ordem de 170 mil milhões de euros por ano, com um lucro operacional de 11 mil milhões de euros. É ainda estimado que a nova marca, cujo nome deverá ser conhecido em breve, ultrapasse concorrentes diretos como General Motors, Ford e Hyundai, ficando atrás dos principais gigantes, Volkswagen, Toyota e Renault Nissan.

Na bolsa de Paris, o grupo liderado por Carlos Tavares está no verde, com um crescimento de 1,49%, com cada ação a valer 22,44 euros. Já o grupo italo-americano encerrou a sessão de ontem no verde com um aumento de 1,52%, com as ações a valer 15,33 dólares.

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