Fusões e aquisições voltam a cair até agosto

Imobiliário foi o sector que se manteve como o mais ativo entre janeiro e agosto de 2022, com 72 transações. Segue-se o segmento de Internet e Tecnologias da Informação.

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Os primeiros oito meses do ano não foram animadores para as fusões e aquisições em Portugal, que contraíram quer em número quer em montante movimentado. Os negócios a envolver empresas nacionais caíram 19% para 295, em comparação com o mesmo período do ano passado, e o valor dos mesmos recuou 47% para 8,3 mil milhões de euros. Ainda assim, só cerca de metade das operações (47%) tiveram os seus valores revelados.

A conclusão é do mais recente relatório da Transactional Track Record (TTR), elaborado em colaboração com a Intralinks. Segundo as estatísticas, em termos sectoriais, foi o imobiliário que se manteve como o mais ativo entre janeiro e agosto de 2022, com 72 transações. Segue-se o segmento de Internet, software e serviços de Tecnologias da Informação, com 37 operações.

“No âmbito cross-border [além-fronteiras], quanto à número de transações, Espanha foi o país que mais investiu em Portugal no período, contabilizando 27 transações. Em segundo lugar está o Reino Unido com 21 operações [no último relatório havia sido França]. As empresas portuguesas escolheram Espanha e Alemanha como principal destino de investimento, com 12 e sete transações, respetivamente”, de acordo com a TTR.

O diretório destaca ainda que as empresas norte-americanas diminuíram em 54% as suas aquisições no mercado português entre janeiro e agosto de 2022.

No mesmo sentido, no que toca aos fundos estrangeiros de private equity e capital de risco (venture capital) que investem em empresas portuguesas, houve uma diminuição nestes sete meses face ao mesmo período do ano passado. Os fundos de private equity fizeram 28 transações de M&A (de cerca de 2,1 mil milhões de euros) e os de venture capital entraram em 53 rondas de investimentos (de 667 milhões de euros).

O negócio do mês, para os especialistas da TTR, foi a aquisição do edifício que era a sede do Novobanco, em Lisboa, pela Merlin Properties por 112 milhões de euros. A assessoria jurídica esteve a cargo dos escritórios Garrigues Portugal (Merlin Properties) e Morais Leitão (Novobanco). Aliás, a Garrigues continua a liderar o ranking de assessores legais este ano. Já a assessoria financeira é encabeçada pela Haitong Securities, pela JP. Morgan Chase International e pela Seale & Associates.

Se olharmos só para o mês passado, foram registadas 18 transações de M&A, entre anunciadas e encerradas, com um valor total de 1,3 milhões de euros.

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