“Futuro com o Ambiente no centro da ação é um momento de afirmação”, ministros do Ambiente e Negócios Estrangeiros destacam aniversário de Acordo de Paris

Os ministros destacaram a importância que o Acordo de Paris teve e Augusto Santos Silva enalteceu ainda o trabalho realizado por António Guterres que “tem feito, a justo título, da luta contra as alterações climáticas a causa principal da sua ação”.

Ministro do Ambiente e da Ação Climática| Foto de Cristina Bernardo

No dia em que o Acordo de Paris, um contrato sobre sobre mudanças climáticas, celebra cinco anos, o ministro do Ambiente e o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinharam a sua importância.

“Com o Acordo de Paris e a evidência científica da urgência da ação climática, estabelecemos uma nova ambição, assumida, no ano seguinte, na COP de Marraquexe, pelo Primeiro-Ministro de Portugal: fomos o primeiro país a assumir o desígnio da neutralidade carbónica até 2050, ambição em que fomos seguidos por muitos outros. Hoje, parece banal o que, em 2016, foi disruptivo”, defendeu o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Numa nota de imprensa, o ministro do Ambiente dá ainda conta que “o nosso futuro, com o Ambiente no centro da ação, é um momento de afirmação. De afirmação de uma tese, a nossa, de que a política ambiental é uma política ativa, que defende os valores ambientais ao erigir um modelo económico sustentável, nele abarcando formas de produzir, de consumir e de proteger recursos. Uma política que recusa o ‘Não’ como princípio cautelar, mas que também não aceita claudicar a interesses de um modelo económico predador e, por isso, sem futuro”.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, apontou que “a conclusão do Acordo e a subsequente ratificação rápida e generalizada (para o que é habitual em grandes convenções internacionais) representaram, em si mesmas, um sucesso diplomático”.

“O papel da França, do seu Presidente François Hollande, do seu ministro dos Negócios Estrangeiros Laurent Fabius e da sua diplomacia não deve ser ignorado, porque foi mesmo determinante. O Acordo beneficiou também, muito, do empenhamento das Nações Unidas, no mandato do Secretário-Geral Ban Ki-Moon”, frisou Augusto Santos Silva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros enalteceu também o trabalho que tem sido realizado por António Guterres. “Com o início de funções, em janeiro de 2017, do novo Secretário-Geral, António Guterres, este empenhamento tornou-se ainda maior. Guterres tem feito, a justo título, da luta contra as alterações climáticas a causa principal da sua ação”, sublinhou Augusto Santos Silva.

“Tem alertado as nações, tem incentivado a sociedade civil e a opinião pública mundial, tem advogado políticas públicas e tem colocado, incansavelmente, na ordem do dia das organizações multilaterais, a questão da sobrevivência do Planeta”, salientou Augusto Santos Silva recordando o que António Guterres disse em entrevista ao El País, em dezembro de 2020: “a humanidade tem estado em guerra com a natureza e é preciso fazer as pazes. A Terra é o nosso bem comum, o seu futuro é o nosso futuro e é coletivo o encargo de assegurá-lo”.

 

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