Gabriela Figueiredo Dias apela à criação de condições para levar empresas para a bolsa como alternativa ao crédito

A presidente da CMVM falava em Rabat, na conferência da OCDE sobre Corporate Governance dos mercados da MENA, e explicou a necessidade de criar um ecossistema que permita às empresas ter acesso ao mercado de capitais “como uma alternativa ao financiamento bancário clássico, que deixou de ser suficiente como fonte de financiamento para uma empresa”.

Cristina Bernardo

A Presidente da CMVM na reunião da OCDE (MENA-OECD Working Group On Corporate Governance, do qual é co-presidente) voltou a apelar à necessidade de facilitar o acesso das empresas ao mercado de capitais como alternativa ao financiamento bancário.

“A principal convicção que gostaria de partilhar é a convicção de que os países e mercados da MENA, assim como o mercado português, precisam criar um ecossistema que permita às empresas, especialmente as empresas em crescimento, ter efectivamente acesso ao mercado de capitais como uma alternativa ao financiamento bancário clássico, que deixou de ser suficiente como fonte de financiamento para uma empresa”, disse Gabriela Figueiredo Dias na reunião que decorreu ontem. A Presidente da CMVM alerta que “obter acesso a financiamento através do mercado de capitais absolutamente requer modelos robustos e práticas de corporate governance, dada a necessidade de dotar os fornecedores de financiamento – os investidores – com os níveis adequados de transparência e confiança”.

Gabriela Figueiredo Dias falava em Rabat, Marrocos, onde se realizou nos dias 12 e 13 de dezembro, a reunião de relançamento do MENA-OECD Working Group on Corporate Governce – Um grupo de trabalho entre países do Médio Oriente e Norte de África (MENA) e os países da OCDE sobre Governo das Sociedades.

O Grupo de trabalho é co-presidido por Portugal e pelos Emirados Árabes Unidos.

O MENA-OECD Competitiveness Programme é uma parceria estratégica entre os países do Médio Oriente e Norte de África (MENA) e os países da OCDE para a partilha de conhecimento, competências técnicas e boas práticas e tem por objetivo contribuir para um desenvolvimento sustentado, competitivo e inclusivo das economias do Médio Oriente e Norte de África.

Nesta nova fase, e com um horizonte temporal de três anos, o Grupo de Trabalho pretende apoiar a implementação de padrões internacionais e partilhar experiências que possam ser adaptadas às reformas políticas dos MENA, tanto a nível nacional como regional, consideradas prioritárias.

Uma das questões a que o Grupo de Trabalho dedicará especial atenção é o desenvolvimento dos mercados de capitais dos países MENA e o acesso ao capital por parte das empresas em crescimento, procurando, entre outros aspetos, identificar e remover as principais barreiras ao desenvolvimento dos mercados financeiros e contribuir para que o seu progresso seja efetivo e consistente com os Princípios de Governo das Sociedades do G20/OCDE, revela a CMVM.

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