Galp dispara mais de 2,5% depois de Andy Brown anunciar saída

O gestor britânico vai sair menos de dois anos depois de ter chegado à empresa para substituir Carlos Gomes da Silva que saiu antes do final do mandato.

A Galp disparou hoje mais de 2% na bolsa de Lisboa depois do anúncio de saída de Andy Brown.

A cotada encontra-se a subir 2,61% para 10,08 euros no PSI na manhã desta segunda-feira, 3 de outubro.

A petrolífera anunciou esta manhã que o gestor britânico comunicou à administração que iria terminar o seu mandato a 31 de dezembro deste ano. A nova liderança será anunciada antes do final do ano.

“Aceitei com grande honra o convite para completar o mandato 2019-2022 com o objetivo de preparar a empresa para um futuro com sucesso numa altura de grandes desafios para a indústria. Durante o meu tempo como CEO, dediquei-me a cumprir o nosso objetivo – Vamos regenerar o futuro em conjunto – transformando a Galp numa empresa mais aberta, dinâmica e lucrativa, adaptando as energias limpas do futuro. Um caminho apenas possível com o extraordinário trabalho desenvolvido pelas pessoas talentosas da Galp e com o apoio da administração”, disse Andy Brown em comunicado.

Por sua vez, a presidente do conselho de administração Paula Amorim congratulou o trabalho de Andy Brown na “reestruturação da empresa para aumentar e transformar o seu portefólio para liderar a transição energética, facilitando a execução futura da estratégia da Galp como definida pela administração”.

Andy Brown assumiu as rédeas da Galp em fevereiro de 2021, após Carlos Gomes da Silva ter renunciado ao cargo em janeiro desse ano.

Carlos Gomes da Silva assumiu a liderança em abril de 2015 e esteve menos de seis anos no cargo.

Andy Brown conta com mais de 35 anos de experiência no sector petrolífera tendo feito carreira na Shell.

O líder da Galp enfrentou o segundo ano de pandemia quando chegou à liderança da empresa. Este ano, e com os lucros a recuperar, a petrolífera enfrenta vários desafios incluindo a possibilidade de sofrer com uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários, conforme já aprovada pela Comissão Europeia.

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Andy Brown destacou, citado na nota, que aceitou “com grande honra o convite para completar o mandato 2019-2022 com o objetivo de preparar a companhia para um futuro de sucesso em tempos de grandes desafios para o sector”.
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