Remuneração média no privado é de 1.154 euros brutos. Saiba onde se paga melhor

O ganho salarial inclui a remuneração base, prémios e subsídios regulares, como o da alimentação, e também o pagamento das horas extraordinárias.

O ganho médio mensal bruto dos trabalhadores do setor privado, incluindo prémios e subsídios regulares como o subsídio de alimentação era, em outubro, de 1.154,2 euros. O valor subiu 2,1% face ao mesmo mês do ano anterior mas, contando com a inflação, o acréscimo real foi de 1,2%.

Os dados integram o último Inquérito aos Ganhos e à Duração do Trabalho do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho.

Por sua vez, a remuneração base média (que exclui as outras variáveis salariais) fixou-se em 968,61 euros, aumentando em termos homólogos 1,7%.

Por sexo, o ganho médio mensal dos homens foi de 1.281,54 euros enquanto o das mulheres ficou nos 1.002,08 euros, ou seja, 21,8% abaixo do ganho dos homens.

Os dados do GEP mostram ainda que, por nível profissional, foram os dirigentes quem teve o maior aumento no ganho médio entre outubro de 2015 e outubro de 2016. O ganho dos dirigentes cresceu 11%, atingindo o valor médio bruto de 2.433, 19 euros por mês.

Por sua vez, os empregados viram o seu ganho mensal médio subir 1,3% para 1.199,62 euros, ao mesmo tempo que os operários tiveram um acréscimo de 2,4%, para 858,76 euros.

 

 

Por atividade económica, o ganho e a remuneração base médios mais elevados observaram-se no setor da eletricidade, gás, vapor, água e ar, com valores brutos de 2.816 euros e de 2.022,2 euros respetivamente. Porém, face a outubro de 2015, este foi o setor em que o ganho médio mais caiu (8,2%).

Ao contrário, os salários mais baixos verificaram-se no setor do alojamento e restauração, com um ganho médio de 779,42 euros e uma remuneração base média de 714,63 euros.

O maior aumento face a outubro de 2015 registou-se no setor dos transportes e armazenagem (11,6%), seguindo-se as atividades de consultoria, científicas, técnicas (4,6%).

Os dados do GEP mostram ainda que a duração média remunerada semanal de trabalho (incluindo horas extraordinárias ou trabalho suplementar) foi de 39,1 horas, sendo 38,6 horas o período normal de trabalho. Estes valores representam mais 0,2 e mais 0,1 horas semanais face a outubro de 2015.

 

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