Gastos dos portugueses com atividades culturais caíram 20%

Os concertos e as peças de teatro continuam a ser as atividades culturais preferidas dos portugueses, sendo que apenas 38,8% admite ter lido pelo menos um livro como atividade de lazer.

REUTERS/Regis Duvignau

A despesa média das famílias com atividades culturais registou no ano passado um decréscimo de 21,2%, em comparação com há cinco anos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.

Os portugueses gastaram em média 845 euros em atividades de lazer, recreação e cultura em 2016, o que representa 4,2% do total da despesa total dos agregados familiares. Os concertos e as peças de teatro continuam a ser as atividades culturais preferidas dos portugueses, sendo que apenas 38,8% admite ter lido pelo menos um livro como atividade de lazer.

O estudo mostra que o valor médio de despesa com cultura foi  superior à média global nas famílias cuja fonte principal de rendimento eram os rendimentos de propriedade e capital (1.749 euros) e os rendimentos do trabalho (1.080 euros no caso do trabalho por conta de outrem e 1.011 euros para o trabalho por conta própria).

Os agregados familiares que viviam predominantemente de pensões são os que menos gastam (519 euros) com cultura, assim como as famílias que estão dependentes de outras transferências sociais, como o subsídio social de inserção.

Dos 845 euros de despesa média dos portugueses com cultura, 267 euros foram destinados a serviços recreativos e culturais (1,3% de 4,2). Já os gastos médios com jornais, livros e artigos de papelaria ficaram em 190 euros (0,9%) e as férias organizadas totalizaram os 99 euros (0,5%).

Um em cada seis portugueses assistiu em 2016 a pelo menos um espetáculo ao vivo e mais de metade dos portugueses (55%) indicam que terão lido jornais ou revistas, em papel ou na internet.

Mais de 40% dos portugueses assume que visitou locais culturais, como museus, monumentos e galerias de arte durante o ano passado e foi pelo menos uma vez ao cinema. Já os hábitos de leitura dos portugueses ficaram um pouco abaixo dessa fasquia: apenas 38,8% leram pelo menos um livro em 2016.

O setor cultural e criativo em Portugal empregou cerca de 81.700 pessoas em 2016. O número aponta para uma quebra de 4,1% (menos 3.500 trabalhadores) em relação a 2015.

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