Gestora de ativos do Santander e EIT Innonergy lançam fundo de investimento em tecnologia amiga do ambiente

O novo veículo de investimento, cujo montante não foi revelado por aguardar aprovação do regulador dos mercados em Espanha, foi apresentado esta quarta-feira no evento ‘The Business Booster’, que está a decorrer na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

O Santander Asset Management (Santander AM) e a EIT Innoenergy – sociedade ligada à inovação na energia, financiada pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) da Comissão Europeia – anunciaram esta quarta-feira, em Lisboa, que estão a lançar um fundo de investimento em tecnologia amiga do ambiente para acelerar a transição energética na Europa.

“Queremos trazer um fácil caminho para a inovação. Temos mais de 180 empresas no nosso portefólio e este fundo destina-se a eles porque os investidores vão chegar e investir no portefólio da Innoenergy”, afirmou Elena Bou, diretora de Inovação da EIT Innonergy, numa conferência de imprensa, no evento ‘The Business Booster’ (TBB), que está a decorrer na FIL – Feira Internacional de Lisboa. “É uma peça que se junta a um trabalho que tem vindo a ser feito, na transição energética, e bom para os investidores e para os empreendedores”, sublinhou.

O Santander AM será o gestor de portefólio do fundo, mas o montante que terá ainda não pode ser revelado devido ao facto de aguardar ‘luz verde’ do regulador dos mercados espanhol, a CNMV – Comissão Nacional do Mercado de Valores.

“Acreditamos que teremos uma grande procura, mas teremos de aguardar. O processo está acelerado e dado o histórico de investimento do Santander creio que até ao final do ano estaremos aptos para começar a fazer os primeiros investimentos”, explicou Borja Diaz-Llanos, diretor de Investimentos Alternativos do Santander AM, em declarações aos jornalistas presentes no TBB.

O CEO da Innoenergy, Diego Pavia, detalhou que o novo veículo de investimento terá uma escala europeia – portanto, irá abranger Portugal – e abrangerá também os Estados Unidos. “É para as empresas que precisarem de serviços financeiros. Se tens uma startup deste sector, procurares financiamento de séries A e B – em equity e não dívida – esta será a primeira porta onde deves bater para obter capital para crescimento”, assegurou.

Segundo o CEO, as empresas que estão hoje e amanhã no hall do pavilhão 1 da FIL precisam, neste momento, de cerca de 160 mil milhões de euros para se financiarem a sua expansão. Logo, este fundo irá fornecer aos investidores institucionais e privados mais um apoio ao investimento em empresas early-stage (fase inicial) associadas a energias renováveis, cidades inteligentes, transporte e mobilidade, hidrogénio, entre outros.

A gestora de ativos do banco Santander e o braço de energia do IET vão atuar como parceiros das participadas, sendo que o EIT Innoenergy será uma espécie de advisor e co-investidor, enquanto o Santander entrará nas rondas de financiamento. “Ainda assim, podem ter outros apoios do Santander”, salvaguardou Borja Diaz-Llanos, referindo-se a uma eventual mentoria extraordinária.

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