Gestora de fundos de Filipe de Botton e Alexandre Relvas defende isenção de impostos para PME durante a crise

“As medidas até agora implementadas pela generalidade dos governos não parecem resolver a situação desta franja do tecido empresarial e frequentemente traduzem-se num aumento de endividamento”, pelo que “será urgente a tomada de novas ações, que efetivamente ajudem as PME a sobreviver”, apela a Sixty Degrees.

A Sixty Degrees – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, cuja estrutura acionista composta por Filipe de Botton e Alexandre Relvas, entre outros, e que tem como CEO Virgílio Garcia (ex-BPI), defendeu numa nota publicada esta terça-feira, que “ao invés das medidas até agora tomadas, que envolvem um aumento da alavancagem das empresas, é nosso entendimento que deveriam ser consideradas as seguintes hipóteses: efetivas isenções de impostos durante o período de crise, linhas de liquidez não recursivas para cobrir necessidades de fundo de maneio, simplificação de
processos burocráticos e administrativos”.

“De forma mais genérica, os governos deverão resistir à tentação de implementar um maior protecionismo e devem antes manter a abertura comercial, por forma as empresas poderem conservar as suas ligações internacionais com fornecedores e clientes”, defende também a Sixty Degrees.

Numa altura em que os bancos estão menos disponíveis, “os governos devem também apoiar a generalidade dos instrumentos de trade finance necessários para apoiar as PME na exportação”, apela a gestora de fundos.

A gestora que se baseia em estudos da OCDE a micro, pequenas e médias empresas e em inquéritos da Mckinsey, conclui que “os vários inquéritos disponíveis mostram que as PME foram fortemente atingidas pela crise Covid-19 devido aos fatores de maior vulnerabilidade”.

“As medidas até agora implementadas pela generalidade dos governos não parecem resolver a situação desta franja do tecido empresarial e frequentemente traduzem-se num aumento de endividamento. Desta forma, será urgente a tomada de novas ações, que efetivamente ajudem as PME a sobreviver, por forma a evitar uma catástrofe económica ainda maior, assente numa crise financeira e de emprego sem precedente”, apela a Sixty Degrees.

As micro, pequenas e médias empresas (PME), caracterizadas por empregarem até 250 trabalhadores, representam mais de 50% do emprego nos países da OCDE. Segundo dados da McKinsey, na Europa, as PME empregam mais de dois terços da força de trabalho e representam mais de metade do valor económico acrescentado.

Nestas análises citadas pela gestora, aproximadamente 20% das PME revelaram receios quanto à sua capacidade de cumprir compromissos financeiros e reter trabalhadores.

“Dada a sua relevância pretendemos nesta weekly note analisar qual tem sido o impacto da crise Covid-19 nesta franja do tecido empresarial e refletir sobre que tipo de medidas urge tomar por forma a evitar uma maior catástrofe económica”, refere a Sixty Degrees.

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