Gestoras de ativos britânicas temem perder passaporte europeu

Estudo mostra que 70% dos profissionais de investimento não acredita que as empresas gestoras do Reino Unido possam vender livremente os seus fundos após o Brexit.

Jason Alden/Bloomberg

Mais de dois terços dos profissionais do setor de investimento acredita que as gestoras britânicas não possam vender livremente os seus fundos na União Europeia quando o Reino Unido abandone o bloco económico, segundo um estudo promovido pela PwC para FTfm.

O fornecedor de serviços inquiriu um total de 644 profissionais de 400 gestoras de ativos que marcaram presença numa conferência em Londres no passado mês de novembro.

Revelou-se que existe uma preocupação generalizada pelo impacto do Brexit sobre as empresas de investimento do Reino Unido, que gerem um total de 8,3 mil milhões de euros em ativos e empregam 50 mil pessoas.

É pouco provável que as gestoras de ativos conservem privilégios plenos de “passaporte” que permitam às entidades financeiras britânicas aceder ao mercado único da União Europeia sem restrições, segundo 70% dos inquiridos.

A maioria das gestoras de ativos do Reino Unido tem sede no Luxemburgo ou em Dublin para vender fundos de investimento a clientes da Europa continental e, em teoria, poderão continuar a vender estes fundos, conhecidos como UCITS, a clientes da União Europeia, depois do Brexit.

Cerca de 85% dos inquiridos pela PwC respondeu que pensava que seria necessário transferir parte da equipa britânica de investimentos para a Europa continental devido ao Brexit.

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