Glovo inaugura nova sede em Lisboa e prevê investir 50 milhões este ano

A Glovo Portugal acaba de anunciar os resultados obtidos em 2022 que consistem numa faturação de 200 milhões em 2022 e num investimento de mais de 50 milhões de euros “previsto para este ano”.

Cristina Bernardo

No contexto da inauguração da sua nova sede em Lisboa, onde contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, a Glovo Portugal acaba de anunciar os resultados obtidos em 2022 que consistem numa faturação de 200 milhões em 2022 e num investimento de mais de 50 milhões de euros, “previsto para este ano”, o que, diz a empresa, “vêm consolidar a presença da empresa no mercado nacional, onde já está presente desde 2017”.

Joaquín Vázquez, General Manager da Glovo Portugal, explica que “os resultados registados em 2022 demonstram bem o compromisso da Glovo para com o mercado português. Este é o segundo ano consecutivo onde efetuamos um fortíssimo investimento. E com resultados visíveis, como se verifica na faturação de 200 milhões de euros registada no último ano”.

O volume de negócios cresceu 30% a 40% face ao registado em 2021. “Mais a fundo, registam-se fortes aumentos em várias áreas onde a Glovo desenvolve o seu negócio” diz a empresa de entregas, referindo-se às encomendas de produtos tecnológicos que aumentaram 230% em 2022, enquanto o serviço de Glovo Express, que abarca as encomendas de produtos considerados de alta conveniência, cresceu 150%. Por fim, as encomendas de produtos de Saúde e Beleza tiveram um impulso de quase três dígitos, mais concretamente, 95%.

“O objetivo passa por continuar a investir no mercado nacional e está prevista uma injeção de cerca de 50 milhões, mais 10 milhões de euros do que no ano passado”, anuncia a empresa.

“Este investimento pretende tornar a aplicação da Glovo o mais acessível possível para os utilizadores, com taxas de entrega baixas e uma maior aposta no Glovo Prime e desta forma, pretende-se consolidar a presença da marca e manter a dinâmica de crescimento, sempre em estreita colaboração com as entidades parceiras”, refere a empresa.

A Glovo Portugal está presente em 132 localidades, a cobrir mais de 70% da população portuguesa. Para este ano, a expansão do negócio “envolve a presença em mais cinco cidades e o objetivo central passará por consolidar o negócio e as relações, crescendo de forma sustentada”, anuncia a empresa.

“Para assinalar o fecho do ano e os desafios socioeconómicos para 2023, foi desenvolvido pela Glovo Internacional um estudo junto de pequenas e médias empresas de nove diferentes mercados, incluindo Portugal”. Esta análise, que recolheu informação de mais de 3.200 decisores de PME’s que operam na indústria alimentar e restauração, num total de 297 proprietários no mercado nacional, “vem debater a atual relevância das plataformas digitais de delivery e de que forma podem ser uma estratégia para o crescimento e transformação das PME’s, num mundo cada vez mais digital”, lê-se no comunicado.

Joaquín Vázquez, General Manager da Glovo Portugal, salienta ainda que “também o programa Glovo Local, que decorre da análise ao estudo desenvolvido em 9 mercados, é mais uma peça da estratégia de expansão da Glovo, que não se cinge apenas a Portugal, mas que tem no nosso mercado um importante vetor da marca”.

“Desde logo, pela preocupação com as PME’s, já que apenas 20% das empresas em todo o mundo conduzem os seus negócios online, o que é bem exemplificativo da necessidade urgente de encontrar mais respostas para a digitalização”, adianta o gestor que lembra que “mais de 100 mil organizações com as quais trabalhamos globalmente são pequenas empresas locais, onde a crise associada à subida do custo de vida está a ter um peso significativo nas suas estruturas”.

A Glovo pretende ter mais de 150.000 pequenas empresas locais online até o final de 2023, anuncia o responsável da empresa.

“Reconhecemos o papel que desempenhamos, na ajuda para que empresas prosperem, e, com o Glovo Local, vamos poder colocá-las no centro da nossa estratégia, duplicando os nossos esforços tecnológicos e operacionais para lhes trazer mais e melhores soluções para impulsionar os negócios”, refere Joaquín Vázquez.

O responsável da empresa para o mercado nacional realça ainda que “é evidente que as empresas esperam coletivamente tempos difíceis. Mas graças ao programa que desenvolvemos e todas as capacidades tecnológicas, acreditamos que conseguiremos ajudar as PME’s a encontrar uma saída para a turbulência económica atual, mas também a passar da sobrevivência à prosperidade”.

A Glovo Portugal tem atualmente mais de 11.000 parceiros ativos, sendo a maioria deles pequenas e médias empresas.

“As conclusões do estudo levaram a que a empresa apostasse ainda mais na sua capacidade de inovação, para antecipar e responder às necessidades e desafios dos seus parceiros. O projeto Glovo Local nasce como uma solução inovadora que visa ajudar as PME’s a digitalizaram-se, com uma série de ferramentas que permitem a todos os parceiros personalizar a sua experiência, uma das necessidades mais mencionadas nas conclusões do estudo”, adianta a Glovo.

O objetivo, refere a companhia, “passa por munir as empresas de conhecimento e instrumentos para enfrentarem o período de incerteza que se vive a nível mundial, com acesso a uma digitalização rápida para o negócio”.

Os serviços disponibilizados incluem “soluções digitais e operacionais para os seus próprios canais e lojas; ferramentas dedicadas para os ajudar a gerir as suas operações nos pontos de venda (desde informações de dados até ao fornecimento de soluções para a cadeia de fornecimento), e fazer crescer os respetivos negócios com recursos de marketing e publicidade, para os ajudar a alcançar novos clientes e aumentar a sua visibilidade”, conclui a Glovo.

 

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