Goldenergy admite baixar preços da luz para clientes que voltem ao mercado regulado

O fornecedor de eletricidade do mercado liberalizado anunciou esta sexta-feira que considera importante “ir ao encontro da decisão aprovada este ano pelo Parlamento”.

A Goldenergy admitiu esta sexta-feira baixar os preços das tarifas da eletricidade para os clientes que voltem ao mercado regulado a partir do próximo dia 1 de janeiro de 2018. “Os preços que pratica podem descer para o universo de clientes da operadora que optem pelo regresso à tarifa equiparada ao mercado regulado”, explicou a operadora, em comunicado enviado esta manhã às redações.

A energética adianta que poderá reduzir as tarifas a partir do início do ano para os clientes que optem por aderir aos seus serviços. “O mercado é livre, as pessoas podem mudar de operador as vezes que quiserem com a frequência que entenderem. A escolha pela Goldenergy no quadro de um mercado liberalizado não significa apenas tarifas mais baixas e mais competitivas, que oferecem o melhor preço e as melhores condições”, afirmou o presidente da Goldenergy, Nuno Moreira.

A decisão da Goldenergy surge na sequência das notícias sobre aumentos de preços na eletricidade para os clientes do mercado livre. A empresa explica ainda que “considera importante ir ao encontro da decisão aprovada este ano pelo Parlamento, de possibilitar às famílias que mudaram para o mercado livre de eletricidade possam regressar aos valores de tarifa praticados pelo regime regulado”.

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“É preciso distinguir o mercado regulado, que vai ter uma descida de preços, que foi anunciada, e onde as tarifas são totalmente reguladas pela ERSE (entidade reguladora), do mercado livre, onde os comercializadores têm a liberdade para estabelecer os preços”, explicou a jurista Carolina Gouveia.

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O regulador esclarece que apenas fixa as tarifas para o mercado regulado, que vão ter uma redução de 0,2% em 2018, e que no mercado livre, “os comercializadores só incorporam no preço as Tarifas de Acesso às Redes fixadas pela ERSE que, em 2018, se reduziram em -4,4%”.
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