Goldman Sachs atribui preço-alvo de 15 euros no horizonte de 12 meses à Galp

O banco norte-americano, Goldman Sachs, atribuiu um preço-alvo de 15 euros no horizonte de 12 meses às ações da Galp Energia, com base numa avaliação do net asset value (NAV) dos ativos de upstream da Galp, nos cash flows estimados para 2024 e em múltiplos EBITDA de 6x-10x para seus negócios de downstream e G&P (Gas & Power), lê-se no research emitido nesta terça-feira depois da empresa ter apresentado os resultados.

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O banco norte-americano, Goldman Sachs, atribuiu um preço-alvo de 15 euros no horizonte de 12 meses às ações da Galp Energia, com base numa avaliação do net asset value (NAV) dos ativos de upstream da Galp, nos cash flows estimados para 2024 e em múltiplos EBITDA de 6x-10x para seus negócios de downstream e G&P (Gas & Power), lê-se no research emitido nesta terça-feira depois da empresa ter apresentado os resultados do primeiro trimestre.

As ações da Galp estão hoje a cair 1,74% para 11,01 euros.

“Os principais riscos de upside/downside, na nossa visão, e para Portugal, incluem as margens de petróleo e gás e de refinação serem mais altas ou mais baixas do que antecipamos, os custos e/ou despesas de capital serem mais altos ou mais baixos do que o previsto em grandes desenvolvimentos futuros e crescimento de produção mais alto ou mais baixo nos investimentos start-up e nos projetos de desenvolvimento atualmente em fase de ramp-up”, referem os analistas do Goldman Sachs.

O resultado líquido ajustado da Galp Energia no primeiro trimestre cifrou-se em 155 milhões de euros, mais 496% do que os 26 milhões ganhos em igual período do ano passado, ficando igualmente acima dos 130 milhões de lucro do quarto trimestre de 2021.

Apesar de a refinação da Galp tenha operado com margens mais altas no trimestre, o resultado da área industrial acabou por ser penalizado por um impacto negativo de 90 milhões associado a um desfasamento de preços no fornecimento de produtos petrolíferos, segundo notícias dos resultados da empresa divulgados na terça-feira.

Em termos contabilísticos, sem os ajustamentos de stocks a custos de substituição, o resultado líquido da Galp no trimestre foi negativo em 14 milhões de euros, comparando com um resultado positivo de 161 milhões no mesmo período do ano passado e com 106 milhões no último trimestre de 2021.

Em termos ajustados, que é como a Galp tradicionalmente apresenta a maioria dos seus indicadores, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 74% em termos homólogos, para 869 milhões de euros no primeiro trimestre.

“O resultado operacional ajustado foi de 538 milhões de euros (ligeiramente acima do consenso médio dos analistas que era de 533 milhões) e lucro líquido ajustado foi de 155 milhões, abaixo do consenso médio de 173 milhões (-10%). Em todas as divisões, os resultados foram suportados por uma performance mista com um forte desempenho de E&P (exploration & production) com lucro operacional de 555 milhões (face ao consenso de 532 milhões), compensando o desempenho mais fraco do que o previsto no downstream, com um lucro operacional industrial negativo de 51 milhões de euros (O consenso de analistas previa -20 milhões), um resultado operacional comercial em 31 milhões de euros (face a uma estimativa de 35 milhões)”, lê-se no research.

O resultado operacional das renováveis e novos negócios foi de -1 milhão de euros melhor que o esperado pelo consenso de analistas e que era de -2 milhões de euros). A produção net entitlement no trimestre foi de 129,5 kboepd, em linha com a declaração comercial da empresa (129,5 kboepd).

O fluxo de caixa operacional para o trimestre (pré-OWC, oil-water contact, e pós-encargos financeiros) totalizou 638 milhões de euros, nas nossas estimativas, o que, combinado com um investimento orgânico de 188 milhões, resultou na geração de um free cash flow  de 450 milhões de euros (pré-movimentos OWC).

“A Galp manteve o seu guidance para o ano de 2022 com base no desempenho recente e nas perspetivas macro e operacionais mais recentes. O EBITDA do Grupo é esperado em  2,7 mil milhões de euros, dos quais 2,2 mil milhões são esperados para o negócio de Upstream, 300 milhões para a área Comercial, entre 200 a 250 milhões de euros  para a atividade de Industrial & Energy Management (industrial e de gestão de energia) e cerca de 180-200 milhões de euros a ser gerado pela renováveis”, refere o banco.

No primeiro trimestre esta área industrial e de gestão de energia (em que está incluída a refinação) teve um EBITDA de 2 milhões.

O cash flow operacional do grupo (operational cash flows) é estimado pela empresa em cerca de 2 mil milhões de euros, enquanto o Capex líquido previsto é de em cerca de mil milhões de euros. O guidance do working interest production está estável em relação ao ano anterior.

O último guidance mantém suas premissas anteriores de preço do Brent em 75 dólares o barril e 4-5 dólares/boe para a margem de refinação realizada, conclui o banco.

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