Goldman Sachs avisa que taxas na zona euro devem subir já em julho

O banco de investimento norte-americano projeta agora que as taxas diretoras possam chegar a 1,25% no próximo ano, dadas as pressões inflacionistas crescentes na zona euro.

NEW YORK – APRIL 27: Financial professionals sit in the Goldman Sachs booth on the floor of the New York Stock Exchange watch a television showing market news April 27, 2010 in New York City. U.S. stocks dropped sharply April 27 after Standard & Poor’s downgraded the debt of Greece and Portugal, sending the Dow Jones industrial average down more than 200 points. (Photo by Chris Hondros/Getty Images)

A Goldman Sachs projeta uma subida das taxas de juro na zona euro em julho, dadas as “preocupações crescentes” com a subida da inflação no bloco da moeda única. O banco norte-americano estima agora que as taxas diretoras atinjam um pico no próximo ano de 1,25%.

O grupo de economistas do banco de investimento perspetiva uma subida de 25 pontos base (p.b.) já em julho, com novas subidas em setembro e dezembro. Em 2023, a expectativa é de quatro subidas, o que colocaria este indicador em 1,25% no próximo ano.

“Dadas as continuadas pressões inflacionistas nos custos e a evidência limitada de um impacto sustentado na procura, os comentários recentes do Banco Central Europeu (BCE) enfatizaram preocupações crescentes”, destacou o economista Sven Jari Stehn.

Recorde-se que a inflação na zona euro atingiu máximos históricos em março, com 7,4%, um valor revisto em ligeira baixa em relação aos 7,5% inicialmente reportados na estimativa rápida do indicador. A inflação subjacente subiu para 2,9%.

O banco projetou ainda que o BCE decida em junho o encerramento do seu programa de compra de ativos, que deverá fechar no final do segundo trimestre, destacando ainda o dilema entre o crescimento e a pressão nos preços na zona euro.

“Apesar de um abrandamento do crescimento ou um renovar das tensões soberanas poderem levar a uma normalização de política mais lenta, sinais claros de efeitos de segunda-ordem poderão obrigar a uma saída mais rápida”, acrescenta.

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