Goldman Sachs estima que subida dos preços da energia vai custar 2 biliões às famílias na zona euro (com áudio)

O banco norte-americano antevê um aumento de 2 biliões de euros em faturas de energia na Europa até 2023, avança a “Bloomberg”.

O banco Goldman Sachs alerta que o mercado está a desvalorizar a profundidade e longevidade da crise energética na Europa, que terá repercussões estruturais ainda mais fortes do que as registadas na crise petrolífera dos anos 70 e prevê um aumento de 2 biliões de dólares na fatura da energia na Europa até 2023, segundo noticia a Bloomberg. Isto é, a subida dos preços da energia vai custar 2 biliões de dólares (2,015 biliões de euros) às famílias da zona euro.

O banco de investimento refere que esses 2 biliões de dólares, equivalem a 15% do PIB da zona euro e realça a necessidade de intervenção por parte dos governos dos países.

“As contas de energia para as famílias europeias irão aumentar em 2 biliões de euros (2 biliões de dólares) no seu pico que deverá ocorrer no início do próximo ano, sublinhando a necessidade de intervenção governamental, segundo os analistas do Goldman Sachs Group Inc. utilities”, refere a Bloomberg.

“Na nossa opinião, o mercado continua a subestimar a profundidade, a amplitude e as repercussões estruturais da crise”, escrevem os analistas citados pela agência.

“Acreditamos que estas serão ainda mais profundas do que a crise do petróleo dos anos 70”, acrescentam.

Os investidores em ações estão muito pessimistas sobre o efeito dos esforços regulatórios, defende o Goldman Sachs. Algumas das medidas que estão a ser consideradas – incluindo tetos de preços e o chamado déficit tarifário – podem aliviar a oscilação dos preços das ações suavizando o aumento das tarifas, limitando a queda de curto prazo na produção industrial e neutralizando amplamente o risco regulatório, segundo os analistas.

O aumento das faturas de energia provocou uma urgência nos governos para aliviar as pressões sobre os custos das famílias e das empresas. Os ministros da energia da UE reunir-se-ão na sexta-feira para discutir medidas, incluindo a fixação de preços máximos para o gás natural e a suspensão da negociação de derivados de energia. A França e a Alemanha apoiam os impostos sobre os lucros inesperados (windfall taxes) das energéticas.

O banco norte-americano defende que a introdução de limites máximos de preços na produção de energia poderia poupar ao bloco cerca de 650 mil milhões de euros em contas de eletricidade e oferecer aos consumidores e aos mercados algum alívio ao mesmo tempo que permitiria aos governos renunciar a um imposto sobre os lucros inesperados.

Numa ótica de investimento, o Goldman Sachs recomenda as cotadas que estão a apostar nas energias renováveis, destacando a RWE, EDP e Orsted.

 

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