Goldman Sachs vai aos saldos nas criptomoedas

O mercado global de criptomoedas perdeu 70% do seu valor este ano.

O Goldman Sachs está a aproveitar a queda da FTX para ir aos saldos nas criptomoedas. O banco norte-americano planeia gastar dezenas de milhões de dólares para comprar ou investir em plataformas de moedas digitais que têm vindo a desvalorizar, revela a “Reuters”.

O colapso da terceira maior bolsa de criptos levou o GS a realizar a due dilligence junto de uma série de empresas diferentes. Até agora, o GS investiu em 11 empresas ligadas aos ativos digitais.

“Vemos algumas oportunidades muito interessantes, com preços muito mais sensatos”, disse o chefe de ativos digitais do GS Mathew McDermott em entrevista à agência noticiosa.

“A FTX era considerado um exemplo”, afirmou o responsável, apontando que a “tecnologia subjacente [blockchain] continua a ter um bom desempenho”. A FTX entrou em falência e pediu proteção contra credores a 11 de novembro. A queda levou muitos a pedirem por mais regulação no sector para impedir o contágio ao mundo real.

O GS gerou 21,6 mil milhões de dólares (20 mil milhões de euros) em 2021 e a sua vontade em investir no sector é um bom presságio para os investidores, destaca a agência.

O mercado global de criptomoedas atingiu um máximo de 2,9 biliões de dólares (2,76 biliões de euros) no final de 2021, mas perdeu dois biliões este ano (1,9 biliões de euros), à boleia da queda da FTX e outras plataformas, e também com o apertar do crédito pelos bancos centrais. Atualmente, situa-se nos 865 mil milhões de dólares (823 mil milhões de euros).

Mas o tema está longe de gerar consenso entre os rivais do Goldman Sachs.

“Não acho que seja uma moda passageira ou que vá acabar, mas não consigo atribuir-lhe um valor”, disse recentemente o CEO do Morgan Stanley James Gorman.

Já o líder do HSBC afirmou na semana passada que o banco britânico não tem planos para expandir-se para as criptomoedas.

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