Gouveia e Melo vai ser o novo chefe do Estado-Maior da Armada

O Governo vai propor o nome do vice-almirante e Marcelo concorda com a nomeação, segundo o “Inevitável”. A tomada de posse vai ter lugar amanhã.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo vai ser o novo chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), revela hoje o jornal “Inevitável”. A tomada de posse vai ter lugar amanhã, quinta-feira, 23 de dezembro.

O atual responsável pela marinha, António Mendes Calado, já foi informado da sua exoneração.

O “Inevitável” revela que as diligências para a tomada de posse no cargo de CEMA já estão em curso: o conselho almirantado reúne-se hoje para se pronunciar, seguindo-se o parecer do chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Silva Ribeiro.

Depois, o Governo entrega a proposta de nomeação ao Presidente da República, que terá de aceitar ou não esta nomeação.

Este terá sido um dos temas da audiência do primeiro-ministro com o Presidente da República na terça-feira, além da apresentação do novo pacote de medidas da pandemia.

Marcelo já concordou com a nomeação do ex-homem forte da task force da vacinação, depois uma polémica com o Governo sobre este tema no final de setembro.

Esta nomeação surge depois de o vice-almirante Gouveia e Melo não fechar a porta a uma candidatura a Presidente da República em 2026.

“O futuro só a Deus pertence”, disse o antigo líder da task force para a vacinação a 16 de dezembro.

“Têm-me aconselhado a dizer que dessa água não beberei, que é uma frase muito forte que não se deve dizer nunca. Tenho uma carreira militar que pretendo continuar”, disse Henrique Gouveia e Melo, de 61 anos, ao “Diário de Notícias”.

As próximas eleições presidenciais vão ter lugar em 2026. Marcelo Rebelo de Sousa cumpre atualmente o seu último mandato, pois o Presidente está limitado a dois mandatos num total de 10 anos.

“No entanto, queria dizer-vos o seguinte: tentei despolitizar o processo de vacinação enquanto coordenador da task force e as declarações que fiz nesse contexto foi precisamente parar evitar que se entrasse numa guerra política. Não sou um ator político. Sou um ator que tem uma missão e a única coisa em que tenho de estar focado é nessa missão e não estar a pensar no que vou fazer no futuro. O que posso dizer sobre o futuro? É que ele ainda não está realizado e até lá muita coisa pode acontecer”, afirmou, depois de ter sido escolhido pelo “DN” como personalidade do ano pelo seu papel na liderança do grupo de trabalho que levou a que 85% da população portuguesa fosse totalmente vacinada.

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