Governo anuncia mais dois milhões de apoio à indústria conserveira até ao final do ano

A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, anunciou hoje mais dois milhões de euros de apoio à indústria conserveira, para fazer face aos aumentos dos custos energéticos, no âmbito de uma visita à Ramirez, em Matosinhos.

“É um momento de grande desafio para as indústrias e que usam a energia como fator de produção, por isso mesmo nós disponibilizámos entre março e junho um milhão e 200 mil euros para fazer face aos aumentos com energia, e vamos disponibilizar até final do ano mais dois milhões de euros”, disse Maria do Céu Antunes.

A governante falava aos jornalistas depois de visitar a fábrica da conserveira Ramirez, em Matosinhos (distrito do Porto), e após reunir-se com a administração da empresa.

Maria do Céu Antunes reconheceu que o montante “é apenas um paliativo” e “uma forma de mitigar” os efeitos, mas não quis deixar de deixar uma “mensagem para as conserveiras e empresas de transformação do pescado” a partir da fábrica da Ramirez.

A governante referia-se concretamente ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao programa de fundos europeus Mar 2020 (e Mar 2030, a partir do próximo ano), com vista à modernização do setor.

No PRR, o Governo já contratou “com o setor das pescas, com a aquacultura e com a transformação cerca de 12 milhões de euros”, e até ao final do ano irá abrir “um segundo aviso com mais 10 milhões de euros”.

Já quanto ao Mar 2020, até ao final do ano será aberto o último aviso para “projetos de inovação, de modernização, que transformem o setor num setor mais competitivo”.

Do lado da conserveira, o presidente Manuel Ramirez falou em “aumentos brutais nas matérias-primas, começando pelas latas, que chegaram a subir 300%, neste momento estão em 60%, os óleos, os azeites, a energia”.

“A nossa margem caiu cerca de 10%, margem bruta. E isso traz-nos, realmente, uma preocupação muito grande. Nomeadamente na parte energética, posso dizer-lhe que se nós pagávamos 20 mil euros por mês, estamos a pagar quase 80 mil”, respondeu aos jornalistas.

A empresa está a funcionar “com navegação à vista”, porque “todos os dias há novidades, todos os dias há qualquer coisa que se altera, também nas manutenções, nos plásticos, nos cartões têm sido com aumentos quase mensais”.

Ainda assim, sem conseguir dar para já uma previsão de lucros para 2023, Manuel Ramirez adiantou que a conserveira perspetiva “cerca de 10% de aumento” nas vendas.

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