Passos e Portas derrubados. Chega ao fim o mais curto Governo da história

O Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, caiu esta tarde no Parlamento, após a votação pelos partidos de esquerda da moção de rejeição entregue ao início da tarde pelo Partido Socialista. Poucos minutos passavam das 17 horas quando os deputados, que devido a constrangimentos técnicos de registo dos votos tiveram de o fazer “à moda […]

O Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, caiu esta tarde no Parlamento, após a votação pelos partidos de esquerda da moção de rejeição entregue ao início da tarde pelo Partido Socialista.

Poucos minutos passavam das 17 horas quando os deputados, que devido a constrangimentos técnicos de registo dos votos tiveram de o fazer “à moda antiga”, levantando-se fila a fila, votaram a moção de rejeição do PS ao programa de Governo. A moção de rejeição do PS foi aprovada com os votos a favor do PS, BE, PCP, PEV e PAN. Não houve deputados do PS que votassem contra. Com isto, o Governo de Passos Coelho caiu na Assembleia da República com os votos de toda a esquerda unida.

No discurso de encerramento, com acompanhamento direto da Renascença, Passos Coelho principiou relembrando que “foi com ansiedade e angústia que iniciámos o nosso mandato em 2011. O país estava à beira da bancarrota, o Estado tinha as contas descontroladas. Começámos o nosso mandato a concretizar o memorando que não negociámos, mas concretizámos”.

Passos não deixou de sublinhar que a questão da política de austeridade é uma falsa questão, tendo ainda acrescentado que foi um Governo do PS que começou por cortar salários, pensões em pagamento, subir impostos, acabar com prestações de abono de família, entre muitas outras. “O que hoje o PS chama de radicalismo foi iniciado pelo PS em 2010”, concluiu.

Considerando que o PS derrubou este Governo “não porque foi ostracizado mas porque fez uma escolha radical”, Passos  terminou salientando que o que se passou no Parlamento “não é normal”, daí a “reinterpretação feita da vontade popular, ao contrário do que foi normal em 40 anos, com o PS na sua ambição de poder a não se importar de revogar o mandato atribuído a este Governo nas eleições”.

“Desconfio do que se está a prometer e que seja compatível com as nossas obrigações europeias e tirar o país da pressão  da dívida e do défice, sem o qual não será possível aliviar impostos e atrair investimento. Cá aguardaremos pela fatura das promessas da esquerda. Espero que aquilo que nos prometem não se tenha de pagar em dobro amanhã”, conclui.

Segundo avança o Expresso, Passos Coelho vai esta quarta-feira ao Palácio de Belém falar com o Presidente da República. Habitual reunião das quintas-feiras será antecipada e como não poderia deixar de ser, na agenda desta reunião estará o derrube do programa do Governo. A hora da reunião ainda não está confirmada mas a publicação avança que Passos Coelho pretende acelerar esta fase e portanto comunicar o quanto antes ao Presidente que não tem condições para continuar a governar.

Por Sónia Bexiga/OJE

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