Governo dá bónus de 1,4 milhões a cobradores de dívidas da Segurança Social

Com vista a estimular a produtividade dos serviços e o cumprimento dos objetivos, a Segurança Social dá um prémio aos cobradores de dívidas, quando as metas são superadas, como aconteceu em 2021. Montante separado para esse fim é de 1,4 milhões, indica portaria conhecida esta terça-feira.

A Segurança Social vai distribuir um bónus de cerca de 1,4 milhões de euros pelos seus trabalhadores como recompensa pelos resultados obtidos no último ano na cobrança de dívidas, indica uma portaria publicada esta terça-feira em Diário da República.

De acordo com esse diploma, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) fixou para o ano de 2021 um objetivo de cobrança de dívida de 396 milhões de euros. A cobrança efetiva ultrapassou, porém, esse valor, ascendendo a 434 milhões de euros.

A superação dessa meta significa que os trabalhadores do IGFSS que exercem funções de cobrança no Departamento de Gestão da Dívida (DGD) terão agora direito a uma recompensa equivalente a 13% do montante da taxa de justiça cobrado em 2021, isto é, cerca de 1,4 milhões de euros.

Segundo a legislação em vigor, o valor do prémio varia em função da carreira e categoria do trabalhador. Assim, os dirigentes intermédios e trabalhadores que exerçam funções na carreira e categoria de técnico superior têm direito a um prémio de desempenho mensal no montante de 500 euros.

Já os trabalhadores que exerçam funções na carreira e categoria de assistente técnico têm direito a um prémio de desempenho mensal no montante de 340 euros.

De notar que o pagamento deste bónus é feito trimestralmente (no último mês de cada trimestre). Deste modo, de três em três meses, os técnicos superiores e dirigentes intermédios podem receber 1.500 euros além do salário, enquanto os assistentes técnicos podem amealhar 1.020 euros em prémios.

A portaria que foi publicada esta terça-feira produz efeitos a 1 de janeiro de 2022, pelo que uma parte considerável desse prémio deverá chegar, afinal, de uma só vez.

O montante global fixado este ano para prémios de desempenho é superior ao do ano passado: em 2021, foram separados 1,3 milhões para esse fim e, em 2020, pouco mais de um milhão de euros.

Convém explicar também que estes prémios foram criados pelo ex-ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, seguindo o modelo já aplicado à administração fiscal. O objetivo? Estimular a produtividade global dos serviços e o cumprimento dos objetivos.

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