Governo de Joe Biden quer perceber que riscos a Alibaba representa

O foco desta ação do governo americano é perceber como a empresa guarda os dados dos clientes americanos, incluindo informações pessoais e propriedade intelectual, e saber se o governo chinês de Xi Jinping consegue ter acesso a qualquer informação.

Chance Chan / Reuters

O governo de Joe Biden está a rever quais são os riscos que o gigante chinesa da e-commerce pode representar para o país, em particular o risco de segurança nacional no negócio de cloud da Alibaba, noticia, esta terça-feira, a agência “Reuters”.

A Alibaba, empresa mãe do AliExpress, é uma empresa chinesa que têm vários ramos de negócio, entre eles o de armazenamento de informação na cloud.

O foco desta ação do governo americano é perceber como a empresa guarda os dados dos clientes americanos, incluindo informações pessoais e propriedade intelectual, e saber se o governo chinês de Xi Jinping consegue ter acesso a qualquer informação.

No limite o governo americano pode proibir o uso de qualquer serviço fornecido pela empresa se o risco de segurança nacional justificar, ou, em alternativa, forcar a empresa a modificar as suas práticas.

Atualmente o serviço de cloud não é uma grande percentagem do total de receitas anuais da empresa, não chegando a representar 0,05% do total, mas sanções como a proibição de utilização dos serviços  podem afetar toda a estrutura da empresa.

O departamento que está encarregue de avaliar o risco da empresa chinesa foi criado pela administração do antigo presidente Donald Trump e foi criado com o propósito de avaliar os riscos que empresas não americanas representam para o país. Já em agosto de 2020, o governo de Trump tinha recomendado que informação sensível não fosse guardada em empresas não americanas, para garantir a sua proteção.

As restrições às empresas chinesas não terminaram com o mandato de Trump e esta é mais uma medida numa guerra comercial que já vai longa.

Os investidores estão a reagir mal e as ações da empresa estão a descer 1,5% hoje, tendo já estado hoje a perder mais de 5%.

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