Governo decreta “situação económica difícil” na TAP

Conselho de Ministros atualizou a declaração económica de três empresas depois de Bruxelas ter aprovado (com contrapartidas) o Plano de Reestruturação para a companhia aérea de bandeira. TAP, Portugália e Cateringpor estão agora numa “situação difícil”.

O Conselho de Ministros decretou esta quinta-feira que a situação económica de três empresas não é estável. Entre estas empresas está a TAP, cujo Plano de Reestruturação foi aprovado em Bruxelas na passada terça-feira, 21 de dezembro.

Desta forma, a TAP, Portugália e Cateringpor encontram-se, pelas palavras do Governo, numa “situação económica difícil”.

Na terça-feira, Bruxelas vincou o pé e deu condições para que o apoio de 2,55 mil milhões de euros fosse entregue à companhia aérea de bandeira. Entre as quais estão a redução de frota, passando de 108 para 96 aeronaves, também a cedência de 18 slots no aeroporto Humberto Delgado (5% dos 300 diários que dispõe na Portela), a venda estatal da participação na Groundforce, a venda da operação de manutenção no Brasil, cortes salariais e novas medidas laborais.

Relativamente à Portugália, o Plano de Reestruturação prevê a divisão da TAP e da empresa de aviação. Em entrevista à “CNN Portugal”, o ministro das Infraestruturas admitiu que “a Portugália é estratégica e é fundamental na estratégia da TAP”, cumprindo uma função de feeder da companhia aérea portuguesa.

A Cateringpor é uma empresa de restauração que o Governo terá de vender para salvaguardar o futuro da TAP. O Governo detém atualmente uma participação – a par da Groundforce – na empresa de restauração mas terá de lhe dizer adeus.

É desta forma, e com o futuro das duas últimas empresas ainda incerto, que o Conselho de Ministros viu a declaração das empresas mudar para “difícil”.

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