Governo destina mais 173 milhões de euros para apoios sociais

A atualização do valor das pensões do regime geral, a reposição dos valores de referência do CSI e do RSI e o aumento do abono de família foram aprovados esta manhã.

O Governo aprovou esta manhã em Conselho de Ministros um conjunto de medidas que visam ajudar os mais necessitados a recuperar o poder de compra. Foram aprovadas atualização do valor das pensões do regime geral, a reposição dos valores de referência do Complemento Social para Idosos (CSI) e do Rendimento Social de Inserção (RSI) e o aumento do abono de família.

De acordo com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, as medidas custarão ao Estado cerca de 173 milhões de euros.

Em declarações à TSF, o ministro detalhou o Orçamento destinado a cada uma destas medidas. A despesa associada à atualização do valor das pensões do regime geral rondará os 80 milhões de euros. Para a reposição dos valores de referência do Complemento Social para Idosos estão orçamentos seis milhões de euros e o aumento do abono de família representará um acréscimo de 37 milhões de euros no Orçamento. Sendo mais difícil de calcular, o valor reservado para a reposição dos valores de referência do Rendimento Social de Inserção deverá rondar os 50 milhões de euros.

O primeiro-ministro António Costa tinha referido ontem durante o debate quinzenal na Assembleia da República, que estas medidas seriam apresentadas ainda esta semana.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros desta quinta-feira, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, assinalou, relativamente às pensões, que o Governo pretende voltar a aplicar a lei n.º 53-B/2006, que estava suspensa desde 2010, o que significa que “todas as pensões abaixo de cerca de 628 euros” serão atualizadas em linha com o valor da inflação.

OJE

Recomendadas

Ministra sinaliza que trabalhadores que recebem salário mínimo não terão perda de poder de compra em 2023

Vem aí uma “negociação intensa”, antecipou a ministra do Trabalho, à saída da reunião em que apresentou aos parceiros sociais as propostas do Governo para o acordo de rendimentos. Entre elas, está a vontade que o salário mínimo suba mais do que a inflação.

Fenadegas pede apoio para adegas cooperativas e produtores de vinho

A Fenadegas diz que “contrariamente às expetativas criadas, nas medidas anunciadas pelo governo para colmatar os efeitos negativos desta crise, não foi previsto nenhum apoio específico para os produtores de vinho e suas unidades de vinificação”.

Goldman Sachs prevê queda de 1% do PIB da zona euro até ao segundo trimestre

“Os sectores químico e automóvel da Alemanha confirmam que o ritmo de paralisações por causa do aumento dos custos de energia provavelmente acelerará”, reforçam os economistas do Goldman Sachs.