Governo diz que já lançou 22 mil milhões de euros para apoiar empresas (2.790 a fundo perdido)

O ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, reiterou que o apoio às empresas não se faz apenas com reduções de impostos, mas com apoios dirigidos à recuperação, retoma progressiva e manutenção de emprego.

O ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, intervém durante a sua audição perante a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito das audiências sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2018, na Assembleia da República, em Lisboa, 16 de novembro de 2017. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Governo anunciou esta sexta-feira que, desde o início da pandemia, foram lançados 22 mil milhões de euros para apoiar as empresas, dos quais 2.790 a fundo perdido. O ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, reiterou que o apoio às empresas não se faz apenas com reduções de impostos, mas com apoios dirigidos à recuperação, retoma progressiva e manutenção de emprego.

“Lançámos, ao longo deste ano, 22 mil milhões de euros de apoio à economia, dos quais 2.790 a fundo perdido. A resposta à crise não se esgota no Orçamento do Estado e, ao contrário do que o PSD sugeria, as respostas que as empresas precisam não eram reduções de impostos. É preciso mesmo apoios dirigidos às empresas”, referiu Pedro Siza Vieira, em debate sobre política setorial na Assembleia da República.

Pedro Siza Vieira elencou alguns dos apoios criados pelo Governo para apoiar as empresas a enfrentar a crise provocada pela pandemia, como o apoio à retoma progressiva estendido aos sócios-gerentes, as moratórias no crédito, o alargamento do programa Apoiar, o pagamento a 100% dos salários para trabalhadores em lay-off, o apoio ao pagamento de rendas não habitacionais e apoios específicos para  micro, pequenas e médias empresas.

Além disso, Pedro Siza Vieira referiu que foi também implementado um “conjunto de medidas importantes ao nível da fiscalidade das empresas” e a majoração dos apoios que são concedidos às empresas no âmbito do programa Apoiar, “apoios esses que relativamente às pequenas empresas podem ir até aos 100 mil euros a fundo perdido”.

Referiu ainda que, nesta crise provocada pela Covid-19, os Governos não estão apenas dependentes dos recursos nacionais, tal como aconteceu em crises anteriores, mas contará com o apoio financeiro de Bruxelas para ajudar na recuperação da economia.

“São meses difíceis aqueles que passámos, são meses melhores aqueles que esperamos que venhamos a encontrar nos próximos tempos e esperamos também que, com estes apoios, podemos repor um horizonte de esperança para as empresas, trabalhadores e para toda a sociedade portuguesa”, disse.

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