Governo envolve autarquias em discussões de políticas ambientais

“Não há políticas ambientais distantes do poder local, e quem gere o território são as autarquias. O papel do Ministério do Ambiente é de estar sempre a pensar com o poder local” afirma o ministro do ambiente.

Matos Fernandes, ministro do ambiente esteve hoje na Guarda na cerimónia comemorativa dos 817 anos da fundação da cidade.

O ministro pronunciou-se em relação à decisão de envolver as autarquias nas várias medidas relativas a políticas ambientais.

“Sabendo nós que não há políticas ambientais distantes do poder local, sabendo nós que quem gere o território são as autarquias, o papel do Ministério do Ambiente é certamente um papel de estar sempre a pensar com o poder local aquilo que pode ser a transformação do próprio território e dos sistemas que existem nesse território”, afirmou segundo a agência Lusa divulgada pelos meios de comunicação.

Estas declarações foram feitas no seguimento do discurso de Álvaro Amaro (PSD/CDS-PP), em que defendia as novas políticas públicas que pretendem inverter o fenómeno da falta de população nos territórios do interior do país, e agradecia ao ministro a decisão relativa à questão da reestruturação do setor das águas, em que a cidade mantém a sede da empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, que passa a designar-se apenas Águas do Tejo.

“Obrigado por nos ter cá deixado a sede. Não é Lisboa e Vale do Tejo. Levou-nos Lisboa, mas deixou-nos o Tejo, não é mau. Passa a chamar-se Águas do Tejo. Chamava-se Águas de Lisboa e Vale do Tejo. Levaram Lisboa, mas deixaram o Tejo, não é mau. Muito obrigado, senhor ministro”, disse Álvaro Amaro.

Matos Fernandes respondeu que, na questão da reestruturação do setor das águas o Governo encontrou “uma solução diferente” da anterior.

“Solução essa que garantirá não só a sede da empresa na Guarda, mas uma efetiva sede”.

O ministro do ambiente acrescentou que o envolvimento do poder local passa pela gestão das áreas protegidas, explicando que o Governo quer “partilhar com as autarquias, com as universidades e os politécnicos, as Organizações Não Governamentais de Ambiente e as associações de produtores aquilo que é a gestão dos territórios protegidos em Portugal”.

Matos Fernandes termina o discurso declarando que acredita “firmemente que, não tendo havido nenhum derramamento de frutos e de justiça naquele que é o nosso orçamento, esta é uma forma de fazermos melhor, de faremos mais perto das pessoas e de fazermos em parceria com quem tem a responsabilidade da gestão do território”.

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