Governo espanhol propõe aumento do salário mínimo para 735,9 euros

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, avançou hoje que o Governo irá propor aos parceiros sociais e ao PSOE um aumento de 4% do salário mínimo para 2018, para 735,90 euros por mês. Numa entrevista ao jornal “20 minutos” publicada hoje, Mariano Rajoy assegurou que o executivo também irá propor “subidas importantes” para 2019 e 2020, […]

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, avançou hoje que o Governo irá propor aos parceiros sociais e ao PSOE um aumento de 4% do salário mínimo para 2018, para 735,90 euros por mês.

Numa entrevista ao jornal “20 minutos” publicada hoje, Mariano Rajoy assegurou que o executivo também irá propor “subidas importantes” para 2019 e 2020, no âmbito de “um grande acordo de três anos” que espera negociar com os sindicatos, associações patronais e oposição parlamentar.

O chefe do Governo espanhol sublinhou que as subidas desejadas terão de ser compatíveis “com a continuação do crescimento [económico] e a criação de pelo menos 450.000 postos de trabalho” por ano.

“Devemos começar a recuperar o rendimento a um ritmo que permita continuar a criar meio milhão de empregos por ano. Como tudo na vida, manter o equilíbrio é muito importante”, disse Rajoy.

O Governo espanhol e o maior partido da oposição, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) chegaram há um ano a acordo para um aumento de 8% do salário mínimo em 2017, o que significou mais 52,4 euros por mês e uma remuneração bruta que passou para os 707,6 euros, 14 meses por ano.

A subida do salário mínimo obrigatório é fixada habitualmente no último Conselho de Ministros de cada ano (este ano a 29 de dezembro), depois de consultados os parceiros sociais.

As principais centrais sindicais espanholas, Comisiones Obreras (comunista) e União Geral de Trabalhadores (socialista), já reagiram à intenção de Rajoy, sublinhando que o salário mínimo líquido deveria subir até alcançar 60% do salário médio líquido, cerca de 886 euros repartidos por 14 meses, assim como é recomendado na Carta Social Europeia.

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