Governo estima 30 meses para executar terceira interligação de gás com Espanha

O ministro do Ambiente disse hoje que o tempo estimado para execução do projeto da terceira interligação de gás entre Portugal e Espanha é de cerca de 30 meses, após Declaração de Impacte Ambiental positiva.

Duarte Cordeiro, Ministério do Ambiente e Ação Climática. Foto: Cristina Bernardo

“A estimativa que temos para execução deste projeto […] são cerca de 30 meses”, disse o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, aos deputados das comissões parlamentares de Assuntos Europeus e de Energia e Ambiente, em audição sobre as discussões e conclusões do Conselho de Energia de 25 de outubro.

O governante respondia a uma questão do deputado Pedro Filipe Soares (BE), quando precisou que o tempo estimado para execução do projeto da terceira interligação de gás, entre Celorico da Beira e Zamora, em Espanha, cujo traçado foi ‘chumbado’ pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), devido a um troço que a entidade entendeu não cumprir os requisitos ambientais.

Em 20 de outubro, os Governos de Portugal, França e Espanha alcançaram um acordo para acelerar as interconexões energéticas, que prevê um “Corredor de Energia Verde” para as interligações energéticas entre os países, apostando numa ligação por mar entre Barcelona e Marselha (BarMar), em detrimento de uma travessia pelos Pirenéus (MidCat), discutida há vários anos, mas que não era apoiada por França.

Na intervenção inicial, o ministro explicou que “quanto à eletricidade, o entendimento alcançado com Espanha e França não só acautela, como dá um novo fôlego aos projetos já existentes de interligações elétricas”.

Duarte Cordeiro destacou ainda que, sobre as interligações elétricas entre Portugal e Espanha, “estão a ser reforçadas em 2021, a capacidade de interligação entre os dois países contava com nove interligações (seis linhas a 400 quilovolts (kV) e três linhas a 220 kV)” e que se “encontra em curso a 10.ª interligação elétrica entre Portugal e Espanha, um projeto de Interesse Comum reconhecido pela Comissão Europeia”.

“A linha dupla entre o Minho e a Galiza, além de criar capacidade de receção adicional de nova geração, nomeadamente de origem renovável, e de permitir aumentar a utilização e integração de energias renováveis, também vai garantir o valor acordado para o funcionamento do Mercado Ibérico de Eletricidade. Ou seja, vai possibilitar que a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade possa continuar a assegurar 3.000 megawatts de capacidade de interligação entre os dois países”, explicou o ministro do Ambiente.

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