Governo garante que famílias podem estar “descansadas e confiantes” com regresso às aulas

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, assegurou que as orientações para as escolas já são públicas e que, neste momento, o Governo está a discutir com as autoridades de saúde “elementos de muito pormenor”, que devem ser conhecidos em breve.

Cristina Bernardo

O Governo garantiu esta quinta-feira que as famílias podem estar “descansadas e confiantes” quando ao regresso às aulas, que se inicia entre 14 e 17 de setembro. A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, assegurou que as orientações para as escolas já são públicas e que, neste momento, o Governo está a discutir com as autoridades de saúde “elementos de muito pormenor”, que devem ser conhecidos em breve.

“As escolas estão preparadas para esse início [do ano letivo]. Prepararam-se para poder receber os alunos e as famílias devem estar descansadas e confiantes porque os nossos estabelecimentos escolares são capazes de enfrentar esta pandemia, ter em segurança a suas crianças e têm à sua disposição as orientações de que necessitam”, garantiu Mariana Vieira da Silva, em conferência de imprensa, após reunião do Conselho de Ministros.

Questionada sobre os progressos que estão a ser feitos no que toca às medidas sanitárias que estão a ser ultimadas pelo Governo para assegurar um regresso às aulas seguro e que o Executivo socialista garantiu, na semana passada, que seria divulgadas para a próxima semana, Mariana Vieira da Silva esclareceu que se tratam de “elementos de muito pormenor”, que têm de ser trabalhos “entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação”.

A ministra avançou que o Governo está, neste momento, a trabalhar na definição de “orientações explícitas” que sobre “como é que cada escola deve reagir relativamente a um caso suspeito, um caso confirmado ou um surto numa escola”. “Este é um trabalho que farão sempre com as autoridades de saúde, mas para o qual [as escolas] também terão de estar preparadas”, sublinhou Mariana Vieira da Silva.

Entre essas orientações específicas que estão a ser delineadas pelo Governo com as autoridades de saúde e as escolas estão, segundo informação adiantada pela ministra, “a ordem dos telefonemas” que têm de ser feitos, caso apareça um caso suspeito ou confirmado numa escola e como é que os docentes e não-docentes das escolas “deve tratar o conjunto de alunos”, procurando sempre “identificar aqueles que estão em maior risco”.

“Já passámos o regresso às aulas das creches, dos estabelecimentos de pré-escolar, dos alunos de 11.º e 12.º ano, já realizámos os exames de acesso ao Ensino Superior. Tudo isto correu com muita tranquilidade e segurança”, disse, reconhecendo que “este ano letivo será diferente dos outros e que teremos de aprender a viver com a emergência de casos nas escolas, como nas empresas e serviços em que trabalhamos”.

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