Governo mantém salário milionário ao novo presidente da CGD

Marcelo Rebelo de Sousa, PSD, CDS, PCP e BE contra decisão do Governo.

Rafael Marchante/Reuters

O Governo recusa baixar o salário do futuro presidente da Caixa Geral de Depósitos. A garantia foi avançada ao JN, por fonte do Executivo.

PCP e BE queriam nivelar por baixo o vencimento dos gestores do banco público, mas a regra adotada, explicou a mesma fonte, é para manter e os salários vão continuar a ser resultado da mediana entre o salário mais alto e o salário mais baixo dos gestores concorrentes.

Há três meses, quando a nova equipa assumiu a gestão da CGD, o vencimento do presidente que agora pediu demissão por sentir-se vítima de “demagogia populista” dobrou: passou de cerca de 200 mil euros para mais de 400 mil/ano. Somando o dos 11 administradores, o custo é de 2,5 milhões de euros.

O PS fica completamente isolado na decisão de manter estes montantes, uma vez que os partidos de Direita e o presidente da República também já manifestaram o seu desacordo. Mas o dirigente socialista repetiu ontem o argumento usado em Outubro: “Não vamos arriscar ter uma má gestão praticando salários baixos”.

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