Governo prevê avançar com plano de eficiência hídrica no Tejo e campanhas de sensibilização para a seca (com áudio)

Das albufeiras hidroagrícolas monitorizadas, sete apresentam limitações: Bravura, Santa Clara, Campilhas, Fonte Serne, Monte da Rocha, Arcossó e Vale Madeiro.

O Governo prevê ter aprovado o plano de eficiência hídrica do Alentejo ainda este mês e avançar com a elaboração de outros planos de eficiência hídrica para mais regiões do país, nomeadamente a bacia hidrográfica do Tejo, que é vista como prioritária para a próxima fase, anunciou esta terça-feira o Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

O anúncio foi feiro no âmbito da nona reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, que concluiu que, apesar da situação de seca deste ano ser das mais graves de sempre, há abastecimento para o consumo humano suficiente para dois anos.

Segundo o gabinete de Duarte Cordeiro, das albufeiras hidroagrícolas monitorizadas, sete apresentam limitações. São elas a da Bravura, Santa Clara, Campilhas, Fonte Serne, Monte da Rocha (situadas nas zonas do Algarve e Alentejo) e ainda Arcossó e do Vale Madeiro, na região Norte.

Do orçamento de cinco milhões de euros do Fundo Ambiental para medidas de contingência relativas à seca, parte será alocada a campanhas de sensibilização que vão ter início já no próximo mês de julho. Há outra parcela para obras para travar perdas nas barragens (por exemplo, em Morgavel e Monte Novo) e também uma parte para reativação de captações públicas de águas subterrâneas, nas zonas mais afetadas (por exemplo em Lagos, Aljezur e Vila do Bispo).

“Em Trás-os-Montes, um conjunto de pequenas barragens, de baixa capacidade, usadas para abastecimento humano, estão sob apertada monitorização. Estão a ser estudadas origens alternativas e a ser aplicadas medidas de eficiência hídrica para garantir a disponibilidade de água para uso humano”, adianta ainda o Executivo, em comunicado divulgado à imprensa.

Na conferência de imprensa, o ministro do Ambiente e Ação Climática e a ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, detalharam que as campanhas de promoção do uso eficiente da água serão dirigidas a todos os tipos de consumidores, conforme noticiou a agência Lusa. Além disso, os governantes recordaram que, de acordo com as previsões oficiais, mais de um terço (34%) do país está em seca severa e 66% está em seca extrema, e que as previsões de chuva não irão inverter a situação.

A Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca voltará a reunir-se em julho para fazer uma nova avaliação da evolução da seca.

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