Governo prevê PIB a crescer 1,3% e défice de 0,9% no próximo ano

O cenário macroeconómico da proposta de Orçamento do Estado para 2023, que está hoje a ser apresentado aos partidos, contempla prevê um abrandamento do crescimento económico de 6,5%, este ano, para 1,3% no próximo. Inflação mantém-se no patamar do OE2022 de 4% e dívida cai para 110,8%.

O Governo está a trabalhar com uma previsão de crescimento do PIB de 1,3% no próximo ano, representando um abrandamento económico face aos 6,5% previstos para 2022. Já a trajetória da dívida pública continuará o caminho da redução de 115% este ano para 110,8% no próximo, o que significa regressar a valores anteriores à troika. No cenário macroeconómico que integra a proposta do Orçamento do Estado para 2023, que está nesta sexta-feira, 7 de outubro, a ser apresentado aos partidos, o Executivo antecipa ainda um défice de 0,9%, mantendo a previsão de 1,9% este ano, apurou o Jornal Económico.

No cenário macro que está a ser hoje apresentado, o ministro das Finanças mantém, no próximo ano, o patamar do OE2022 nos 4%, depois de o Governo de António Costa ter sinalizado que a inflação vai continuar em alta, estimando que será de 7,4% no final deste ano. A previsão da inflação está abaixo dos 5,1% apontados recentemente pelo Conselho das Finanças Públicas.

Em abril, o Ministério das Finanças projetava para este ano um crescimento de apenas 4,9%, antes de se verificar uma recuperação no turismo que surpreendeu até os mais otimistas e deu força às contas nacionais para este ano. Esta projeção era já uma revisão marginalmente em baixa em relação aos 5,0% apresentados no Programa de Estabilidade 2022-2026 (PdE), cujo cenário macro se aproximou bastante do apresentado com a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

O défice previsto em ambos os documentos foi o mesmo, com 1,9%, ao passo que o rácio da dívida ficou apenas 0,1 pontos percentuais (p.p.) abaixo na proposta de OE2022 do que no PdE, ou seja, 120,7% contra os 120,8% anteriormente estimados.

Já no que toca à inflação, o OE2022 apontou a 4%, o que já à altura foi visto por alguns analistas e quadrantes políticos como uma estimativa conservadora, mas bastante acima da anteriormente proposta, de 3,3%.

Em setembro, o Conselho de Finanças Públicas emitiu as suas atualizações de outono do cenário macro, no projetou um crescimento de 6,7% este ano. Ainda segundo a instituição presidida por Nazaré da Costa Cabral, a inflação chegará a 7,7%, ao passo que a dívida se reduzirá para 116,6% do PIB.

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